Criar um site ou um aplicativo descrevendo o que você quer, sem escrever código, já é possível, e dá para começar sem pagar. Na retrospectiva de buscas de 2025 do Google, os brasileiros quiseram saber, entre outras coisas, como criar sites com ajuda da IA. A diferença entre os caminhos está em onde o grátis acaba: no número de apps, nos créditos, no domínio próprio ou no acesso ao código. Esta matéria compara três caminhos e termina com um passo a passo para o primeiro projeto.
Os 3 caminhos em resumo
| Caminho | O que é de graça | Onde deixa de ser grátis |
|---|---|---|
| Google AI Studio | Gerar e publicar apps, com subdomínio nome.ai.studio, dentro de uma cota gratuita | Mais de 2 apps publicados no plano inicial, cota esgotada e recursos que exigem projeto no Google Cloud com faturamento |
| Lovable | 5 créditos de construção por dia, até 30 por mês, e sincronia com o GitHub | Domínio próprio, edição e download do código e mais créditos exigem plano pago (a partir de US$ 25 por mês) |
| Claude Code | Nada: não há plano gratuito | Entra no Claude Pro, a US$ 20 por mês |
1. Google AI Studio
O AI Studio tem um modo de construção em que você descreve o app e o Gemini conecta os modelos e interfaces necessários. Há um modo de anotação para pedir ajustes em elementos específicos, como trocar a cor de um botão, em linguagem natural. O acesso funciona dentro de uma cota gratuita de uso, e, quando ela acaba, é possível continuar usando uma chave de API ligada a um projeto pago do Google Cloud.
Publicar. Pela documentação oficial, abra o app no modo de construção, clique em Publish no canto superior direito e confirme. Você escolhe um subdomínio seu-app.ai.studio, que é gratuito, mas não é um domínio próprio: os nomes são únicos e, se você despublicar o app, o nome volta a ficar livre para outras pessoas.
Limites do grátis. O "Starter Tier" permite publicar até 2 aplicativos full-stack sem criar projeto no Google Cloud nem ativar faturamento, e só para contas elegíveis, o que o suporte do Google não pode alterar. O app é privado por padrão, e, se você o compartilhar, as chamadas de IA dos outros usuários contam na sua cota. A chave da API fica guardada no servidor e não aparece para quem usa. Também é possível baixar o app em ZIP e hospedar em outro lugar, definindo a chave de API no ambiente.
Para quem serve. Quem quer experimentar com custo zero e aceita o subdomínio do Google. O Tecnoblog lembra que a plataforma é voltada a desenvolvedores e que alguns modelos ainda estão em fase de teste público.
2. Lovable
A Lovable gera o app, o banco de dados, o login e publica tudo a partir de conversa. O plano gratuito dá 5 créditos de construção por dia, até 30 por mês, mais créditos de nuvem e de IA, e permite sincronia com o GitHub, mas não inclui domínio próprio, edição do código e download dele. Esses recursos estão no Pro, que parte de US$ 25 por mês (US$ 21 no plano anual) com 100 créditos.
Os créditos diários do plano gratuito não acumulam: vencem no fim do dia. Quando o limite mensal é atingido, os créditos diários só voltam no dia 1º do mês seguinte.
Para quem serve. Quem quer um app com banco e login pronto, sem montar nada, e aceita o limite curto de créditos para validar uma ideia. Detalhes de preços, créditos e segurança estão em Lovable na prática.
3. Claude Code
O Claude Code não tem versão gratuita. Ele trabalha dentro do código de um projeto e roda comandos e testes, e está incluído nos planos pagos da Anthropic (Pro a US$ 20 por mês). Não hospeda o app, então precisa ser combinado com um lugar para publicar. Entra nesta lista como o caminho de quem quer controle do código e está disposto a pagar. Veja Claude Code na prática e o comparativo Lovable ou Claude Code.
Passo a passo para o primeiro projeto
- Defina uma coisa pequena e concreta. Uma página de captação, um orçamento online, um controle de estoque. Calculadoras e protótipos são os usos mais seguros para começar.
- Escreva um pedido específico. Diga quem usa, o que a pessoa faz na tela e o que deve acontecer no fim. Veja o guia de como escrever bons prompts.
- Teste como um cliente. Preencha formulários, erre de propósito, abra no celular.
- Publique em endereço de teste antes de comprar domínio.
- Antes de pôr dados de clientes, revise a segurança. Login, permissões, pagamento e dados pessoais exigem verificação. Leia onde o risco começa no vibe coding.
O que o grátis não resolve
- Domínio próprio: o subdomínio do Google e o endereço de teste da plataforma não substituem um domínio seu, que costuma ter custo anual.
- Segurança e privacidade: nenhuma das ferramentas garante, sozinha, que o app seja seguro. Quem publica é responsável pelo que o app faz com dados de outras pessoas.
- Dependência da plataforma: ter o código em um repositório seu facilita trocar de ferramenta no futuro.
Perguntas frequentes
Dá para criar um site com IA de graça?
Dá. O Google AI Studio e o plano gratuito da Lovable permitem criar e publicar sem pagar, dentro de limites de cota e de créditos. Domínio próprio e acesso ao código exigem plano pago na Lovable.
O Google AI Studio é grátis?
Funciona dentro de uma cota gratuita, e o Starter Tier permite publicar até 2 apps para contas elegíveis. Acima disso, é preciso um projeto no Google Cloud com faturamento.
Preciso saber programar?
Não para começar. Mas você é responsável por testar o que foi gerado e por proteger os dados dos usuários.
Posso usar meu próprio domínio?
No Google AI Studio, o subdomínio ai.studio é gratuito e não é um domínio próprio. Na Lovable, o domínio próprio está nos planos pagos.
Qual é o melhor caminho?
Depende do objetivo: o AI Studio para testar sem custo, a Lovable para um app com banco e login e o Claude Code para controle do código.
Fontes
- Build apps in Google AI Studio, Google AI for Developers
- Deploying from Google AI Studio, Google AI for Developers
- Vibe coding chega ao Google AI Studio; veja como criar apps com IA, Tecnoblog (2025-10-29)
- Subscription plans, Documentação da Lovable
- Plans and credits, Documentação da Lovable
- Planos e preços do Claude, Anthropic
- Google revela como os brasileiros buscaram por IA em 2025, Tecnoblog
