# PushTech: conteúdo completo > Mídia brasileira de tecnologia e negócios: radar de notícias, aportes, bastidores da indústria e guias Pro, em português, com fontes abertas. # Por que as empresas mandam tantos push — e quem ganha com isso > Notificações são baratas de enviar, aparecem na tela que você mais olha e mexem nas métricas que os apps mais vigiam. Entenda a conta e como retomar o controle. - Editoria: Por Trás - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T21:00:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/por-tras/por-que-as-empresas-mandam-tantos-push Uma promoção que acaba à meia-noite. Um aviso de que o carrinho ficou cheio. Um "sentimos sua falta" de um app que você abriu duas vezes. As notificações push, aqueles alertas que aparecem na tela mesmo com o app fechado, viraram parte do dia. Elas existem em grande quantidade porque, do ponto de vista de quem envia, quase nunca dão prejuízo. ## Quanto custa enviar um push Quase nada. Toda notificação passa pelo serviço de push do dono do sistema operacional. No iPhone, é o APNs (Apple Push Notification service). Segundo a documentação da Apple, o servidor da empresa monta um pedido com o conteúdo da mensagem e o "token" do aparelho, uma espécie de endereço único daquele app naquele celular. O APNs confere a autorização e entrega a mensagem. No Android, a ferramenta mais comum é o Firebase Cloud Messaging (FCM), do Google, que aparece como produto "No-cost" (sem custo) na tabela de preços do Firebase. Por isso surgiu um mercado de plataformas como Airship, OneSignal e Braze. Elas cobram para segmentar públicos, agendar campanhas, testar textos e medir resultados. São essas empresas que publicam a maior parte dos números do setor. Vale ler os dados com isso em mente: quem vende a ferramenta tem interesse em mostrar que ela funciona. ## As métricas que movem o envio Três números orientam as equipes de produto. **Opt-in**, que é a taxa de pessoas que autorizam as notificações. Em relatório de 2026 com dados de janeiro a dezembro de 2025, a Airship, empresa que vende plataforma de notificações, calculou a mediana em 53,3% no Android e 48,85% no iPhone. A amostra cobre mais de 681 bilhões de envios. Ou seja, cerca de metade dos usuários nem deixa o app falar com ele. A OneSignal, outra fornecedora do setor, encontrou em 2024 variações grandes por categoria. No Android, por exemplo, iam de 27,8% em jogos a 56,7% em apps de negócios. **Abertura direta**, a parcela de alertas que leva alguém a tocar e abrir o app. Aqui os números são bem menores. Segundo a Airship, mesmo os melhores apps da categoria saúde e fitness no Android (o percentil 90, que fica acima de 90% dos concorrentes) chegam a 21,28%. Em entretenimento, o piso no Android é de 0,45%. A mediana de abertura direta no iOS caiu 13,71% em um ano. **Retenção**, que mede quantos usuários continuam voltando. É aqui que o push compensa para quem envia. A OneSignal calculou que, em média, só 7,88% dos usuários ainda usam um app 30 dias depois de instalá-lo. A Airship cita o caso de uma companhia aérea em que os usuários que aceitaram notificações tiveram taxa de ativação em 30 dias 2,9 vezes maior. O relatório também cita um dado externo: o custo de aquisição de clientes subiu 60% em cinco anos. Se conquistar alguém novo custa cada vez mais, insistir com quem já instalou o app sai barato. ## Por que o volume só cresce Juntando custo perto de zero, abertura baixa e retenção valiosa, o resultado é previsível: muitos envios. A Airship registrou que os apps que mais enviam, no percentil 90, mandaram 187,8 pushes por usuário por mês no iOS em 2025, alta de 15,71%. No Android foram 178,9, alta de 18,16%. Em mídia, o percentil 90 passa de 359 por mês. O mesmo relatório associa os apps que mais enviam a 72% mais sessões por usuário ativo que a média da categoria. Mas isso é uma correlação apontada pela própria fornecedora, não uma prova de causa e efeito. ## E quem paga a conta Do lado do usuário, o custo é a atenção. Em 2014, pesquisadores da Telefonica Research acompanharam 15 usuários de Android por uma semana. Eles recebiam cerca de 63 notificações por dia, a maioria de mensageiros e e-mail. Mais alertas de e-mail e redes sociais se associavam a mais estresse e sensação de interrupção. Mais mensagens de pessoas, por outro lado, se associavam a sentir-se mais conectado. Em 2016, um experimento da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, com 221 estudantes comparou uma semana com alertas ligados e outra com o modo Não Perturbe ativado. Na semana com alertas, os participantes relataram mais desatenção e hiperatividade, com efeito de tamanho moderado. Os autores lembram os limites do estudo: os sintomas eram autodeclarados, a amostra era só de estudantes e cada condição durou uma semana. ## As regras do jogo: Apple e Google As duas plataformas foram apertando as regras. **Apple.** No iPhone, o app sempre precisou pedir permissão antes de enviar alertas. A diretriz 4.5.4 da App Store acrescenta duas regras. As notificações não podem ser condição para o app funcionar. E não devem ser usadas para promoções ou marketing direto sem que o cliente tenha aceitado expressamente, por meio de um texto de consentimento exibido no app. O app também precisa oferecer uma forma de cancelar esse recebimento. Segundo a Apple, abuso pode levar à perda dos "privilégios" de envio. **Google.** Desde o Android 13, as notificações são uma permissão concedida em tempo de execução, chamada POST_NOTIFICATIONS. A documentação oficial diz que, em apps instalados no Android 13 ou posterior, os alertas vêm desligados por padrão até o usuário autorizar. A OneSignal observa que essa mudança, de 2022, reduziu a vantagem histórica do Android nas taxas de opt-in. O próprio Google recomenda que os desenvolvedores esperem o usuário conhecer o app antes de pedir. Também orienta pedir a permissão ligada a uma ação do usuário, como seguir uma conta ou fazer um pedido, e usá-la com moderação, porque o usuário vê quantas notificações recebe por dia e pode revogar a autorização a qualquer momento. ## O que você pode fazer **No iPhone** 1. **Desligar um app direto do alerta:** na Tela Bloqueada ou na Central de Notificações, deslize a notificação para a esquerda, toque em Opções e escolha Desativar. 2. **Ajustar app por app:** Ajustes > Notificações > toque no app na lista e mude o estilo de alerta, os sons ou desligue tudo. 3. **Agrupar o que não é urgente (iOS 15 ou posterior):** Ajustes > Notificações > Resumo Agendado (Scheduled Summary, no iPhone em inglês). Ative o recurso, escolha os apps e defina um ou mais horários. Os alertas desses apps passam a chegar juntos, nos horários escolhidos. 4. **Esconder o conteúdo na tela bloqueada:** Ajustes > Notificações > Mostrar Pré-visualizações. 5. **Filtrar por momento:** os modos de Foco, configurados nos Ajustes, deixam escolher de quais pessoas e apps você quer receber alertas em cada situação. **No Android** (os nomes dos menus podem variar conforme o fabricante) 1. **Desligar ou filtrar por app:** Configurações > Notificações > Notificações de apps. Toque no app e desligue tudo ou só algumas categorias, por exemplo deixando "pedidos" ligado e "promoções" desligado. 2. **Desligar direto do alerta:** puxe a barra de notificações, toque e segure o alerta e entre na engrenagem de configurações. 3. **Deixar silencioso em vez de bloquear:** na configuração do app, escolha Silenciosa para que o alerta apareça sem som nem vibração. 4. **Reduzir rajadas:** em Configurações > Notificações, ative Atenuar notificações, que diminui sons e pop-ups quando chegam muitos alertas seguidos. Chamadas, alarmes e alertas de emergência continuam passando. 5. **Ver o que você perdeu:** o histórico de notificações, em aparelhos que têm esse recurso, mostra os alertas das últimas 24 horas. Uma regra prática: na próxima vez que um app pedir permissão para notificar, pense se você precisa ser avisado na hora por ele. Se a resposta for "às vezes", o Resumo Agendado no iPhone ou as categorias silenciosas no Android resolvem melhor que o "Permitir" automático. _Vídeo: How to customize notification summaries on iPhone or iPad (Apple Support)_ ## Fontes - [Mobile App Push Notification Benchmarks for 2026 — Airship](https://www.airship.com/mobile-app-push-notification-benchmarks-for-2026/) - [Must-know mobile app benchmarks of 2024 — OneSignal](https://onesignal.com/mobile-app-benchmarks-2024) - [An in-situ study of mobile phone notifications — Pielot, Church e de Oliveira (MobileHCI '14)](https://ic.unicamp.br/~oliveira/doc/MHCI2014_An-in-situ-study-of-mobile-phone-notifications.pdf) - ["Silence Your Phones": Smartphone Notifications Increase Inattention and Hyperactivity Symptoms — Kushlev, Proulx e Dunn (CHI 2016)](https://www.interruptions.net/literature/Kushlev-CHI16.pdf) - [Notification runtime permission — Android Developers](https://developer.android.com/develop/ui/views/notifications/notification-permission) - [App Review Guidelines — Apple Developer](https://developer.apple.com/app-store/review/guidelines/) - [Sending notification requests to APNs — Apple Developer Documentation](https://developer.apple.com/documentation/usernotifications/sending-notification-requests-to-apns) - [Firebase Pricing — Google Firebase](https://firebase.google.com/pricing) - [Usar notificações no iPhone ou iPad — Suporte Apple](https://support.apple.com/pt-br/108781) - [Schedule a notification summary — Suporte Apple](https://support.apple.com/en-asia/guide/iphone/iph6534c01bc/15.0/ios) - [Controlar notificações no Android — Ajuda do Android](https://support.google.com/android/answer/9079661?hl=pt-BR) --- # Justiça do Novo México condena Meta a pagar US$ 25 bilhões por enganar usuários sobre privacidade no Facebook > Penalidade, ligada ao caso Cambridge Analytica, é a maior já imposta à dona do Facebook; empresa já disse que vai recorrer. - Editoria: Radar - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T20:30:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/radar/meta-multa-25-bilhoes-novo-mexico Um juiz do estado americano do Novo México condenou a Meta, nesta quarta-feira (21), a pagar US$ 25 bilhões em penalidades civis por ter feito declarações falsas ou enganosas aos usuários do Facebook sobre a proteção de seus dados. É a maior punição financeira já aplicada à empresa, segundo a agência Associated Press. A decisão, assinada pelo juiz distrital Francis Mathew, fixa o valor depois que um júri considerou a Meta culpada, em 25 de setembro, por violar a lei estadual de práticas comerciais desleais. A empresa já havia anunciado que pretende recorrer do veredito. ## O que estava em julgamento A ação foi movida pelo estado em 2021 e gira em torno do escândalo Cambridge Analytica. Na época, um aplicativo de teste de personalidade coletou dados de cerca de 87 milhões de perfis do Facebook, que foram repassados à consultoria política britânica e usados para direcionar anúncios na eleição americana de 2016. O júri concluiu que a empresa fez 26 declarações enganosas sobre privacidade ao longo de 11 anos. Pela contagem adotada, cada declaração publicada em grandes veículos de imprensa valeu 2,1 milhões de violações, e cada uma feita em canais da própria empresa, 1,4 milhão, de acordo com o Courthouse News Service. O total chegou a 43.899.720 violações, informou o jornal Santa Fe New Mexican. ## Como se chegou aos US$ 25 bilhões A lei do Novo México permite multa de até US$ 5 mil por violação, o que levaria a um teto teórico de US$ 219 bilhões. A procuradoria estadual pediu entre US$ 35 bilhões e US$ 40 bilhões. A Meta defendeu um limite de cerca de US$ 3,4 bilhões e argumentou que valores muito acima disso seriam inconstitucionais. O juiz ficou no meio do caminho. Em sua decisão, Mathew escreveu que o Facebook prometeu aos usuários que eles controlavam os próprios dados e que "isso era falso", segundo a AP. A sentença prevê juros de 15% ao ano enquanto o valor não for pago, o que deve correr durante o recurso. Segundo o procurador-geral Raúl Torrez, a lei estadual direciona esse dinheiro para o sistema de educação do Novo México. ![Smartphone com aplicativos de redes sociais ao lado de um copo de café](/__l5e/assets-v1/cc0c01b3-95f7-456d-81af-2646c73f1f0f/kLmt1mpGJVg-1600.webp) *O caso trata de declarações sobre como o Facebook protegia os dados dos usuários · Foto: Nathan Dumlao / Unsplash* _Vídeo: New Mexico awarded $25 billion civil penalty against Meta (NBC News)_ ## A reação O procurador-geral do estado, Raúl Torrez, tratou a decisão como recado ao setor de tecnologia e reconheceu que o dinheiro deve ficar travado enquanto durar o recurso. O estado também pede uma ordem judicial para impedir práticas semelhantes no futuro. A Meta não comentou o valor de imediato. Durante as audiências, o advogado da empresa, Matt Nicholson, argumentou que o júri não apontou nenhum morador do estado que tivesse visto as declarações ou sido prejudicado por elas, e classificou as penalidades pedidas como inconstitucionais. Segundo a AP, as ações da Meta subiram cerca de 2% após o anúncio, no mesmo dia em que a companhia divulgaria seu balanço trimestral. Para comparação, a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) aplicou ao Facebook uma multa de US$ 5 bilhões em 2019. Em agosto deste ano, a Meta fechou um acordo com a maioria dos estados americanos, avaliado em US$ 18 bilhões pela AP e em US$ 17,1 bilhões pelo Deseret News; o Novo México ficou de fora. ## Por que importa O valor é cinco vezes maior que a multa da FTC de 2019 e mostra que tribunais estaduais americanos se tornaram uma frente relevante de responsabilização das big techs, com base em leis de defesa do consumidor. No recurso, a Meta pode tentar reduzir a contagem de violações, que é a base de todo o cálculo. O desfecho deve servir de referência para outras ações estaduais contra plataformas digitais, inclusive as que tratam de segurança de crianças: no início do ano, o mesmo estado já havia obtido quase US$ 1 bilhão em penalidades contra a Meta em outro processo. ![Smartphone com aplicativos sobre uma mesa de madeira](/__l5e/assets-v1/cc0c01b3-95f7-456d-81af-2646c73f1f0f/kLmt1mpGJVg-1600.webp) *A Meta afirmou que vai recorrer do veredito · Foto: Nathan Dumlao / Unsplash* ## Fontes - [Meta must pay New Mexico $25 billion, its biggest fine ever, for deceiving users about Facebook privacy — PBS NewsHour (AP)](https://www.pbs.org/newshour/nation/meta-must-pay-new-mexico-25-billion-its-biggest-fine-ever-for-deceiving-users-about-facebook-privacy) - [Judge orders Meta to pay $25 billion to New Mexico — Santa Fe New Mexican](https://www.santafenewmexican.com/news/local_news/judge-orders-meta-to-pay-25-billion-to-new-mexico/article_89efd4e0-d137-42af-82df-fe3a74abac05.html) - [Meta ordered to pay $25 billion for deceiving users about privacy on Facebook — ABC News (AP)](https://abcnews.com/Technology/wireStory/meta-ordered-pay-new-mexico-25-billion-deceiving-137452515) - [Facebook faced with massive penalties after New Mexico privacy verdict — Courthouse News Service](https://www.courthousenews.com/articles/facebook-faced-with-massive-penalties-after-new-mexico-privacy-verdict) - [Meta dealt a $25B financial blow in New Mexico lawsuit — Deseret News](https://deseret.com/business/2026/10/21/judge-orders-meta-pay-25-billion-over-privacy-deception-new-mexico) --- # iPhone Duo, o primeiro dobrável da Apple, chega às lojas do Brasil nesta sexta a partir de R$ 21.999 > Aparelho em formato de passaporte teve pré-venda aberta em 16 de outubro e chega às lojas do país em 23 de outubro; versão de 2 TB custa R$ 30.999. - Editoria: Radar - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T20:00:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/radar/iphone-duo-chega-ao-brasil O iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple, começa a ser vendido no Brasil nesta sexta-feira, 23 de outubro. O modelo de entrada, com 256 GB, custa R$ 21.999 na loja oficial da empresa, e a versão de 2 TB chega a R$ 30.999. A pré-venda brasileira foi aberta na sexta-feira anterior, 16 de outubro, às 9h (horário de Brasília). O Brasil entrou no primeiro grupo de lançamento, ao lado de mais de 70 países e regiões, segundo o comunicado da Apple. Outros 28 mercados recebem o aparelho só em 30 de outubro. ## Quanto custa no Brasil A tabela publicada pela Apple Store brasileira tem quatro capacidades de armazenamento: | Armazenamento | Preço à vista | | --- | --- | | 256 GB | R$ 21.999 | | 512 GB | R$ 23.499 | | 1 TB | R$ 26.499 | | 2 TB | R$ 30.999 | A loja oferece parcelamento em até 12 vezes (no modelo de 256 GB, são 12 parcelas de R$ 1.833,25). Há duas cores, branco-estrela e céu noturno. Os acessórios oficiais também já estão à venda: a capa custa R$ 829 e o Folio, uma capa tipo carteira com apoio, sai por R$ 1.299. Nos Estados Unidos, o preço inicial anunciado é de US$ 1.999. A PushTech não converteu o valor para reais porque a comparação direta ignora impostos e custos de importação, que pesam no preço final brasileiro. ## O que é o aparelho O Duo foi apresentado em 9 de setembro, no mesmo evento do iPhone 18 Pro. O formato lembra um passaporte: fechado, funciona com uma tela externa de 5,4 polegadas; aberto, mostra uma tela interna de 7,6 polegadas. As duas usam a mesma proporção, o que, segundo a Apple, permite que os aplicativos mantenham o layout ao passar de uma para a outra. Por dentro está o chip A20 Pro, o mesmo da linha 18 Pro, fabricado em processo de 2 nanômetros (medida que indica o tamanho dos transistores; quanto menor, mais componentes cabem no chip). A Apple informa CPU até 20% mais rápida que a do A19 Pro e GPU (o processador gráfico) até 40% mais rápida. O corpo é de titânio, com certificação IP68 (proteção contra poeira e imersão em água). O conjunto de câmeras traz dois sensores de 48 MP, e há uma câmera para chamadas de vídeo embaixo da tela interna. A empresa promete até 44 horas de reprodução de vídeo usando a tela externa e até 31 horas na interna. _Vídeo: Introducing the new iPhone Duo (Apple)_ ## Atenção ao chip e à IA Dois detalhes importam para quem compra no Brasil. O primeiro: o Duo só aceita eSIM, o chip virtual da operadora. Não há bandeja para chip físico, então é preciso confirmar se a operadora e o plano são compatíveis antes da compra. O segundo: a nova Siri com IA está em versão beta e, no lançamento, funciona apenas em inglês, segundo a Apple. A empresa também avisa que alguns recursos do Apple Intelligence têm limite diário de uso e que o acesso ampliado será cobrado no futuro. O presidente-executivo da Apple, John Ternus, chamou o produto de "a mudança mais transformadora no iPhone desde o original", conforme o comunicado oficial. ## Por que importa Com o Duo, a Apple entra no segmento de celulares dobráveis, formato em que concorrentes com Android já vendem aparelhos há anos. O preço deixa claro o posicionamento: no Brasil, a versão de entrada custa R$ 21.999, e a mais cara passa de R$ 30 mil. A recepção do aparelho deve indicar se o formato deixa de ser nicho entre consumidores de alta renda. ## E no Brasil? O país recebe o Duo na primeira leva de lançamento, no mesmo dia que os demais mercados principais. Para o consumidor, os pontos práticos são a exigência de eSIM e a Siri com IA ainda restrita ao inglês. Para quem precisa de manutenção, a reportagem da CNN Brasil publicada pela Itatiaia cita valores de reparo de referência que podem chegar a R$ 16.499. ## Fontes - [Apple apresenta o iPhone Duo — Apple Newsroom Brasil](https://www.apple.com/br/newsroom/2026/09/apple-unveils-iphone-duo/) - [Apple unveils iPhone Duo — Apple Newsroom](https://apple.com/newsroom/2026/09/apple-unveils-iphone-duo/) - [Comprar iPhone Duo — Apple Store Brasil](https://www.apple.com/br/shop/buy-iphone/iphone-duo) - [iPhone Duo entra em pré-venda no Brasil; veja preços — Itatiaia / CNN Brasil](https://www.itatiaia.com.br/ciencia-e-tecnologia/iphone-duo-pre-venda-brasil-precos/) --- # Aportes da semana: iFood compra Caju, Scanntech capta US$ 180 milhões e Alice levanta Série D > Entre 7 e 21 de outubro, quatro aquisições e três rodadas de saúde, varejo e IA marcaram o ecossistema; a maioria dos valores não foi divulgada - Editoria: Aportes - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T19:30:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/aportes/aportes-da-semana-21-outubro-2026 A quinzena entre 7 e 21 de outubro teve mais compras do que rodadas no ecossistema brasileiro de tecnologia. A operação de maior repercussão foi a aquisição da Caju pelo iFood Benefícios, anunciada na terça-feira (20). As empresas não divulgaram o preço. No lado das captações, os dois maiores cheques foram para a uruguaia Scanntech, cujo principal mercado é o Brasil, com US$ 180 milhões, e para a healthtech paulistana Alice, com US$ 40 milhões. A PushTech reuniu sete operações confirmadas por comunicado oficial ou por veículos especializados. | Empresa | Setor | Estágio | Valor | Investidor líder | Data | |---|---|---|---|---|---| | Caju | Benefícios corporativos | Aquisição | Não divulgado oficialmente | iFood Benefícios (comprador) | 20/10/2026 | | Scanntech | Dados de varejo | Série F | US$ 180 milhões | L Catterton | 13/10/2026 | | Alice | Saúde | Série D | US$ 40 milhões | IFC | 19/10/2026 | | Inner AI | IA para PMEs | Extensão de seed | Não divulgado | Vivo Ventures | 19/10/2026 | | Penso | TI gerenciada e cibersegurança | Aquisição | Não divulgado | Vela LatAm (comprador) | 09/10/2026 | | Qnow e Cannoli | Software para restaurantes | Aquisição | Não divulgado | Colibri (comprador) | 21/10/2026 | | Imersa | IA para vendas B2B | Primeira rodada (anjo) | R$ 250 mil | Flávio Szenkier | 14/10/2026 | ## As operações **Caju (aquisição pelo iFood Benefícios).** A Caju, fundada em 2020, oferece cartão de benefícios flexíveis, gestão de despesas corporativas e ferramentas de RH. O iFood Benefícios fechou a compra da startup, que atende mais de 70 mil empresas e 1,3 milhão de usuários. O negócio foi notificado ao Cade e ainda depende do Banco Central. Até lá, as duas operações seguem separadas. O preço oficial não foi divulgado, e os valores publicados divergem. Segundo o NeoFeed, a compra de 100% da empresa passa de R$ 1,2 bilhão. O Brazil Journal, com base em uma fonte, fala em avaliação de cerca de R$ 1 bilhão. A Startups cita fontes que estimam mais de R$ 1 bilhão em dinheiro. A operação ganha análise própria nesta edição. **Scanntech (Série F, US$ 180 milhões).** Fundada no Uruguai em 1992, a Scanntech transforma dados de vendas no ponto de venda em inteligência de mercado para varejistas e fabricantes. O Brazil Journal revelou a rodada em 8 de outubro, e o comunicado oficial saiu no dia 13. A L Catterton liderou, com o Partners Group como colíder, além de Bradesco e SPX. Segundo o Brazil Journal, cerca de metade do valor é capital novo e a outra metade compra participações de acionistas antigos, como a Warburg Pincus, que fez uma saída parcial. O dinheiro novo vai para expansão geográfica, analytics e IA. A empresa chegou ao Brasil em 2013, hoje seu maior mercado. **Alice (Série D, US$ 40 milhões).** O plano de saúde empresarial apoiado em tecnologia teve rodada liderada pelo IFC, braço de investimento privado do Banco Mundial. Também entraram as financiadoras de desenvolvimento DEG (Alemanha) e Finnfund (Finlândia). Os acionistas Kaszek, ThornTree Capital e Canary acompanharam. Os recursos vão ampliar o uso de IA, incluindo um assistente no aplicativo. A empresa diz ter mais de 100 mil membros. Análise completa nesta edição. **Inner AI (extensão de seed).** A startup fundada em 2023 por Pedro Salles desenvolve o Squad.com, plataforma de agentes de IA para marketing, vendas, finanças, jurídico e RH de pequenas e médias empresas. A Vivo Ventures, braço de investimento corporativo da Vivo, entrou em uma extensão do seed e não revelou o valor. Segundo a Startups, a rodada seed anterior, de R$ 30 milhões, foi coliderada por Canary e ONEVC cerca de seis meses antes. A Vivo estuda oferecer o produto entre seus serviços digitais para PMEs. **Penso (aquisição pela Vela LatAm).** A Penso é uma empresa paulistana de serviços gerenciados de TI e cibersegurança, com cerca de 1.600 clientes corporativos e públicos e cinco data centers no Brasil. A compradora é a Vela LatAm, braço brasileiro da canadense Constellation. Os termos não foram divulgados e o negócio depende do Cade. A Penso mantém marca, equipe e liderança. "O que ganhamos é velocidade, não uma nova direção", disse um diretor da Penso à Startups. **Qnow e Cannoli (aquisições pela Colibri).** A Colibri faz sistemas de gestão para restaurantes e pertence à RS Solutions, de Rodrigo Soares. A empresa comprou a Qnow, de gestão de filas, reservas e estacionamento, e a Cannoli, de CRM, fidelidade e cashback. Os valores não foram divulgados. O objetivo é reunir em uma visão única os dados do salão, canal que concentra a maior parte das vendas dos restaurantes, e competir com o iFood no atendimento presencial. **Imersa (primeira rodada).** A startup criou um copiloto de IA que analisa conversas de vendas B2B em tempo real e simula treinamentos. Ela recebeu R$ 250 mil do investidor-anjo Flávio Szenkier: R$ 150 mil de imediato e R$ 100 mil condicionados a metas. A LatamList informa o valor em dólar, US$ 50 mil, com a mesma divisão por metas. A empresa está deixando Mogi Guaçu (SP) e indo para a capital paulista, e quer captar pelo menos mais R$ 500 mil. ## O que os números mostram Somadas, as rodadas com valor divulgado chegam a pouco mais de US$ 220 milhões. Quase todo esse total vem de dois cheques, Scanntech e Alice. No caso da Scanntech, parte relevante do dinheiro é secundária: troca de mãos entre investidores, sem entrar no caixa da empresa. Quem olhar só o número de rodadas terá uma leitura exagerada do capital novo que chegou às startups. O dado que mais chama atenção é a proporção de fusões e aquisições: quatro das sete operações. Em nenhum desses casos o preço foi divulgado oficialmente. A compra da Caju acontece num mercado de benefícios em reorganização após as mudanças nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Com ela, fica mais visível uma tendência que já aparecia com a entrada de bancos e fintechs no setor. A inteligência artificial aparece como argumento central em Alice, Inner AI e Imersa. Os estágios, porém, são muito diferentes: vão de uma Série D a um primeiro cheque de anjo. Outro sinal é a presença de capital de desenvolvimento (IFC, DEG e Finnfund) e de braços corporativos (Vivo Ventures, Bradesco) como investidores. Ambos têm ganhado espaço enquanto fundos de venture tradicionais seguem mais seletivos. ## Fontes - [Ifood compra Caju e acirra competição no mercado de benefícios — Startups](https://startups.com.br/negocios/ma/ifood-compra-caju-e-acirra-competicao-no-mercado-de-beneficios/) - [iFood Benefícios compra Caju por mais de R$ 1,2 bilhão — NeoFeed](https://neofeed.com.br/startups/ifood-beneficios-compra-caju-por-mais-de-r-12-bilhao/) - [iFood paga R$ 1 bilhão pela Caju e dobra a aposta em benefícios — Brazil Journal](https://braziljournal.com/ifood-paga-r-1-bilhao-pela-caju-e-dobra-a-aposta-em-beneficios) - [Scanntech Announces $180 Million Series F Financing — PR Newswire (via Webull)](https://www.webull.com/news/15741327889736704) - [Exclusivo/ Scanntech fecha rodada de US$ 180 milhões; Warburg faz saída parcial — Brazil Journal](https://braziljournal.com/exclusivo-scanntech-fecha-rodada-de-us-180-milhoes-warburg-faz-saida-parcial) - [Alice capta US$ 40M para ser healthtech AI-first — Startups](https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/alice-capta-us-40m-para-ser-healthtech-ai-first/) - [Alice raises $40M Series D led by IFC — LatamList](https://latamlist.com/alice-raises-40m-series-d-led-by-ifc/) - [Inner AI levanta extensão do Seed com Vivo Ventures — Startups](https://startups.com.br/negocios/inteligencia-artificial/inner-ai-levanta-extensao-do-seed-com-vivo-ventures/) - [De olho em cibersegurança, Vela LatAm engatilha novo M&A no Brasil — Startups](https://startups.com.br/negocios/ma/de-olho-em-ciberseguranca-vela-latam-engatilha-novo-ma-no-brasil/) - [Colibri faz novas aquisições e amplia ecossistema para restaurantes — Startups](https://startups.com.br/negocios/colibri-faz-novas-aquisicoes-e-amplia-ecossistema-para-restaurantes/) - [Imersa capta R$ 250 mil e busca mais R$ 500 mil para copiloto de vendas — Startups](https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/imersa-capta-r-250-mil-e-busca-mais-r-500-mil-para-copiloto-de-vendas/) - [Imersa raises $50K to develop AI sales copilot — LatamList](https://latamlist.com/imersa-raises-50k-to-develop-ai-sales-copilot/) --- # iFood Benefícios compra a Caju e soma 3 milhões de usuários no mercado de vale-refeição > Aquisição depende de Cade e Banco Central; preço não foi divulgado, e veículos estimam entre R$ 1 bilhão e mais de R$ 1,2 bilhão - Editoria: Aportes - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T19:00:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/aportes/ifood-compra-caju-beneficios O iFood Benefícios, unidade de benefícios corporativos do iFood, anunciou na terça-feira (20) a compra da Caju, startup de cartão de benefícios flexíveis fundada em 2020. As empresas não divulgaram o preço. A operação já foi notificada ao Cade e também precisa passar pelo Banco Central, porque envolve arranjos de pagamento. Até a conclusão das análises, as duas empresas seguem operando de forma independente. Os valores publicados vêm de fontes não oficiais e não batem entre si. O NeoFeed informa que a compra é de 100% da Caju, por mais de R$ 1,2 bilhão. O Brazil Journal cita uma fonte que avalia a empresa em cerca de R$ 1 bilhão. A Startups fala em avaliação acima de R$ 1 bilhão, paga em dinheiro. ## O que cada lado leva Juntas, as empresas somam cerca de 135 mil clientes corporativos e mais de 3 milhões de usuários, sem descontar quem aparece nas duas bases. O iFood Benefícios declara 65 mil empresas e 1,7 milhão de usuários. A Caju tem mais de 70 mil empresas e 1,3 milhão de trabalhadores. Segundo a Bloomberg Línea, a startup tem mais de 700 funcionários. Pelos cálculos do Brazil Journal, cada empresa processa cerca de R$ 1,3 bilhão por mês, o que indicaria receita anual perto de R$ 450 milhões para cada uma. A conta é uma estimativa do veículo, não um dado divulgado pelas empresas. O iFood põe na mesa sua rede de mais de 500 mil restaurantes e mercados parceiros. A Caju contribui com uma plataforma que já foi além dos benefícios e inclui despesas corporativas, reembolsos, crédito consignado e gestão de pessoas. Com ela, o iFood amplia a relação com as áreas de RH sem precisar desenvolver essas ferramentas. Segundo o NeoFeed, os fundadores Eduardo Del Giglio e Renan Mendes receberam incentivos para continuar no negócio. Os fundos de venture capital da Caju saem com a venda. A Lazard assessorou a Caju. No jurídico, a Caju teve o Pinheiro Neto e o iFood, o Mattos Filho. ## Histórico de rodadas De acordo com a Startups, a Caju fez três rodadas: - **2020:** R$ 13 milhões, com Valor Capital e Canary; - **2021:** R$ 45 milhões, com Valor Capital e Caravela. A Bloomberg Línea chama essa rodada de Série A; - **2022:** US$ 25 milhões na Série B, liderada pela K1 Investment Management, com Valor Capital Group, Caravela Capital, Clocktower Ventures e FJ Labs, segundo o NeoFeed. Pelas contas do Brazil Journal, a startup levantou cerca de US$ 50 milhões ao todo desde 2020. _Vídeo: iFood compra Caju em plano de investimento de R$ 24 bilhões até 2027 (CNN Brasil)_ ## O pano de fundo regulatório A compra acontece enquanto o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) passa por mudanças. Segundo a Bloomberg Línea, o programa cobre mais de 22 milhões de trabalhadores e movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano. O Decreto 12.712, de novembro de 2025, limitou a taxa cobrada dos estabelecimentos a 3,6% e o intercâmbio a 2%, além de reduzir o prazo de repasse para 15 dias. A interoperabilidade total entre as redes está prevista para novembro. Na prática, as novas regras enfraquecem o modelo de redes fechadas das empresas tradicionais. Alelo, Ticket, Pluxee e VR ainda têm juntas mais de 80% do mercado. Em nota, o CEO do iFood Benefícios, Arthur Freitas, apresentou a tese do negócio: "Quando o custo da transação cai, o estabelecimento opera com mais margem". O Brazil Journal lembra que o decreto pode ser alterado por um próximo governo sem passar pelo Congresso. Del Giglio, cofundador da Caju, disse ao veículo: "Acreditamos que, independentemente do governo, não haverá retrocessos no ambiente regulatório." ![Escritório aberto com pessoas trabalhando em notebooks](/__l5e/assets-v1/d734090e-61e6-469a-bb42-02ac07095270/alex-kotliarskyi-QBpZGqEMsKg-1600.webp) *Caju ampliou sua plataforma para despesas corporativas e gestão de pessoas · Imagem ilustrativa · Foto: Alex Kotliarskyi / Unsplash* ## Concorrência e o que o negócio sinaliza Segundo a Startups, iFood Benefícios e Caju juntos teriam cerca de 13% dos beneficiários do PAT, o que os colocaria em quinto lugar no setor. Os desafiantes estão se movimentando. Em setembro, o C6 Bank comprou a Alymente, por valor não divulgado, e o BTG Pactual lançou sua operação de benefícios. A Flash levantou uma Série D de R$ 150 milhões em agosto, liderada pela Battery Ventures e por Kevin Efrusy, e diz ter cerca de 60 mil empresas clientes. O iFood já tinha tentado outro caminho. Em julho de 2025, fontes disseram que a empresa negociava a compra da Alelo por valores que passariam de R$ 5 bilhões. Bradesco e Banco do Brasil, controladores da Alelo, negaram ter recebido proposta. Ao comprar uma desafiante em vez de uma empresa tradicional, o iFood aposta que, com as redes abertas, ganha quem tiver distribuição e serviços em torno do cartão, e não quem tiver a rede de aceitação. Se essa aposta vai dar certo depende do Cade, do Banco Central e da estabilidade das novas regras do PAT. ## Fontes - [Ifood compra Caju e acirra competição no mercado de benefícios — Startups](https://startups.com.br/negocios/ma/ifood-compra-caju-e-acirra-competicao-no-mercado-de-beneficios/) - [iFood Benefícios compra Caju por mais de R$ 1,2 bilhão — NeoFeed](https://neofeed.com.br/startups/ifood-beneficios-compra-caju-por-mais-de-r-12-bilhao/) - [iFood paga R$ 1 bilhão pela Caju e dobra a aposta em benefícios — Brazil Journal](https://braziljournal.com/ifood-paga-r-1-bilhao-pela-caju-e-dobra-a-aposta-em-beneficios) - [iFood Benefícios acerta a compra da Caju e amplia disputa por mercado de R$ 150 bi — Bloomberg Línea](https://www.bloomberglinea.com.br/negocios/ifood-beneficios-acerta-a-compra-da-caju-e-amplia-disputa-por-mercado-de-r-150-bi/) - [iFood acquires Brazilian HR and benefits startup Caju — LatamList](https://latamlist.com/ifood-acquires-brazilian-hr-and-benefits-startup-caju/) --- # Google AI Edge Foresight: o app experimental que anota reuniões no Mac sem mandar nada para a nuvem > Ferramenta do Google transcreve, completa anotações e responde perguntas durante reuniões com IA rodando no próprio computador, até offline. - Editoria: Achado - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T18:30:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/achado/google-ai-edge-foresight-anotacoes-offline-mac O Google lançou em 6 de outubro o AI Edge Foresight, um aplicativo experimental para Mac que funciona como assistente de reuniões: transcreve a conversa, completa suas anotações e responde perguntas em tempo real. O diferencial é que todo o processamento acontece no próprio computador, sem envio de áudio ou documentos para servidores, e o app funciona até sem internet. O anúncio saiu no blog de desenvolvedores do Google, junto com o EmbeddingGemma 2, o modelo de IA que sustenta parte do aplicativo. O download é feito pela página oficial do projeto, e o Google destaca que não há custo de assinatura na nuvem. ## O que ele faz O Google descreve três funções principais: - **Anotações ampliadas**: você escreve tópicos curtos durante a reunião e o app acrescenta detalhes do que está sendo dito, em tempo real. A tela fica dividida entre suas notas e as notas geradas pela IA, segundo o TechCrunch. - **Busca entre formatos**: é possível procurar, em linguagem comum, por imagens, documentos, transcrições e anotações antigas. - **Assistência ao vivo**: o app detecta perguntas feitas durante a reunião e sugere respostas com base no material da conversa e na sua base de conhecimento. Essa base de conhecimento é montada pelo usuário, que pode carregar PDFs, arquivos do Google Docs e do Microsoft Office, texto simples, Markdown e favoritos da web. Como o Foresight capta o áudio do sistema e o microfone, ele funciona com qualquer serviço de videochamada e também em reuniões presenciais. ![Pessoa escrevendo durante uma chamada de vídeo](/__l5e/assets-v1/6fc36b2d-ac72-4527-b391-f4e03da7bba3/4145190-1600.webp) *O usuário anota tópicos curtos e a IA completa com o que foi dito · Foto: Julia M Cameron / Pexels* _Vídeo: Google AI Edge Foresight (Google AI Edge)_ ## Como funciona por dentro O app combina dois modelos abertos do Google. O EmbeddingGemma 2, com 740 milhões de parâmetros (os ajustes internos que o modelo aprende no treinamento; quanto mais, maior a capacidade e o custo de rodar), transforma textos, imagens, trechos de vídeo e áudio em representações numéricas chamadas embeddings. É isso que permite buscar por significado, e não só por palavra exata. Já o assistente de conversa usa modelos da família Gemma 4. Segundo o Google, o EmbeddingGemma 2 completo ocupa cerca de 567 MB de memória em um celular Pixel 11 Pro, e a versão só de texto, cerca de 191 MB, números que ajudam a explicar como a IA cabe em um computador pessoal. O TechCrunch informa que o Foresight é otimizado para Macs com chips Apple Silicon. ## Os limites O próprio Google classifica o Foresight como experimental, ou seja, não é um produto acabado e pode mudar ou ser descontinuado. Ele roda apenas no Mac. As fontes consultadas não informam quais idiomas são suportados, nem os requisitos mínimos de versão do macOS e de memória. Vale testar com reuniões em português antes de depender dele. O app entra num mercado já movimentado: o TechCrunch o compara ao Granola, aplicativo de anotações com IA, e lembra que empresas como Wispr e Calendly lançaram ferramentas parecidas recentemente. ![Equipe trabalhando com notebooks em um escritório](/__l5e/assets-v1/53a8fc3f-86ff-4b1c-a186-034bfff7f4e4/5324856-1600.webp) *O app também pode ser usado em reuniões presenciais · Foto: Anna Shvets / Pexels* ## Por que importa A maioria dos assistentes de reunião envia o áudio para servidores externos, o que esbarra em políticas de segurança de empresas, escritórios de advocacia, consultórios e áreas que lidam com dados sensíveis. Um app que faz tudo localmente reduz esse atrito e evita mensalidade. Para o Google, o Foresight também funciona como vitrine do que seus modelos abertos Gemma conseguem fazer fora da nuvem. ## E no Brasil? O Google não fala em assinatura na nuvem, e as fontes consultadas não mencionam restrição por país. Para profissionais brasileiros, o processamento local pode ajudar na adequação à LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados, já que o conteúdo das reuniões não sai do computador. Mas, por ser experimental e sem idiomas confirmados, o app deve ser tratado como teste, não como ferramenta oficial de trabalho. ## Fontes - [Bring multimodal semantic search to the edge with EmbeddingGemma 2 — Google Developers Blog](https://developers.googleblog.com/en/google-ai-edge-with-embeddinggemma-2/) - [Google AI Edge Foresight — Google for Developers](https://developers.google.com/edge/foresight) - [Google releases a new local-first Granola competitor — TechCrunch](https://techcrunch.com/2026/10/08/google-releases-a-new-local-first-granola-competitor/) --- # Recursos avançados do iPhone que pouca gente usa (e como ativar cada um no iOS 27) > Tocar Atrás, automações, Texto ao Vivo, recorte de fotos, Acesso Guiado e o app Senhas: nove ajustes que fazem o iPhone trabalhar por você. - Editoria: Pro - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T18:00:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/pro/recursos-avancados-iphone-pouca-gente-usa O iPhone tem recursos escondidos em menus de Acessibilidade, em apps que quase ninguém abre e em gestos que nenhum tutorial de boas-vindas mostra. Este guia reúne nove deles, para ganhar tempo ou proteger seus dados. Todos funcionam no **iOS 27**, versão atual do sistema, lançada em setembro de 2026. Quando um recurso exige um modelo específico, isso aparece no texto. Os nomes de menu estão exatamente como aparecem no iPhone configurado em português do Brasil. ### 1. Tocar Atrás: um botão invisível na traseira do aparelho Por que vale a pena: dois ou três toques na parte de trás do iPhone podem disparar uma ação, como fazer uma captura de tela, abrir a Central de Controle ou rodar um atalho, sem procurar nada na tela. Requisito: iPhone 8 ou posterior. Todos os modelos compatíveis com o iOS 27 atendem. 1. Abra **Ajustes > Acessibilidade > Toque > Tocar Atrás**. 2. Escolha se vai configurar o toque duplo ou o toque triplo. 3. Selecione na lista a ação que quer associar ao gesto. 4. Volte à tela inicial e teste: dê dois ou três toques firmes na traseira do aparelho. _Vídeo: How to use Back Tap on iPhone (Apple Support)_ Dica de uso: associe o Toque Triplo a um atalho do app Atalhos (veja o item 2). Assim, um gesto físico passa a executar uma rotina inteira. ### 2. Automações pessoais no app Atalhos Por que vale a pena: o iPhone passa a executar tarefas sozinho a partir de um gatilho, como um horário ou a chegada a um lugar. O app Atalhos organiza os gatilhos em quatro famílias: evento, viagem, comunicação e ajuste. Cada automação fica salva no próprio aparelho. Ela entra no backup do iCloud, mas não é sincronizada com seus outros dispositivos. 1. Abra o app **Atalhos** e toque na aba **Automação**. 2. Na primeira vez, toque no ícone de Automação. Se já tiver criado alguma, toque no **+** no canto superior direito. 3. Toque em **Criar Automação Pessoal**. 4. Escolha um acionador, por exemplo **Hora do Dia** ou **Ao Chegar**, ajuste as opções e toque em **Seguinte**. 5. Toque em **Adicionar Ação**, procure a ação por categoria, app ou busca, e toque nela para incluí-la. 6. Repita o passo 5 para encadear mais ações. Use o botão de reprodução para testar. 7. Toque em **Seguinte**, confira o resumo e toque em **OK**. Atenção: por padrão, o iPhone pede confirmação antes de executar a automação. Dá para editá-la depois para rodar sem confirmação. ### 3. Texto ao Vivo: copie qualquer texto de uma foto ou da câmera Por que vale a pena: dá para copiar um número de telefone de uma placa, um endereço de um cartão ou um trecho de um documento fotografado, sem digitar nada. Requisito: iPhone XS, XR ou posterior. Para texto dentro de vídeos, é preciso iOS 16 ou posterior. 1. Confira se o recurso está ligado em **Ajustes > Geral > Idioma e Região > Texto ao Vivo**. 2. Abra uma foto no app **Fotos**. Se for um vídeo, pause no quadro desejado. 3. Toque no botão **Texto ao Vivo**, no canto inferior direito da imagem, para destacar todo o texto reconhecido. 4. Mantenha o dedo sobre uma palavra, ajuste a seleção pelos marcadores e toque em **Copiar**. Para pegar tudo, use **Selecionar Tudo**. 5. Na câmera, aponte para o texto e toque no botão **Texto ao Vivo** que aparece no visor. Também funciona com a câmera aberta dentro do Notas e do Lembretes. Se o botão não aparecer, confira na lista de idiomas e regiões da Apple se o idioma do texto é suportado. ### 4. Recorte o tema de uma foto e separe-o do fundo Por que vale a pena: o iPhone separa pessoas, animais ou objetos do fundo em um toque, e você usa o recorte em mensagens, documentos ou como adesivo. Requisito: iPhone XS, XR ou posterior. 1. Abra a foto no app **Fotos** (também funciona em imagens no Mensagens e no Safari). 2. Toque e mantenha o dedo sobre o tema principal. Um contorno branco brilhante pode aparecer. 3. Solte. No Fotos, escolha **Copiar**, **Adicionar Adesivo** ou **Compartilhar**. No Safari, a opção é **Copiar Assunto**. 4. Cole o recorte onde quiser, por exemplo numa conversa ou num e-mail. Limitação: o recorte não pode ser colado dentro de outra foto. ### 5. Escaneie documentos direto no app Notas Por que vale a pena: o Notas faz o papel de um scanner. Ele corrige a perspectiva, recorta a página e guarda tudo numa nota, sem instalar outro app. 1. Abra o **Notas** e entre numa nota existente ou crie uma nova. 2. Toque no ícone de clipe e depois em **Escanear Documentos**. Com a nota aberta, também dá para tocar no botão **Mais** (três pontos) e em **Escanear**. 3. Aponte a câmera para o documento. No modo automático, o iPhone captura sozinho. Para capturar manualmente, toque no obturador ou aperte um dos botões de volume. 4. Ajuste os cantos ao tamanho da página e toque em **Manter Escaneamento**. 5. Adicione mais páginas, se quiser, e toque em **Concluído**. ### 6. Acesso Guiado: trave o iPhone em um único app Por que vale a pena: ao emprestar o celular para uma criança, para um cliente preencher um cadastro ou para alguém ver fotos, você prende a tela num único app e bloqueia áreas e botões. 1. Vá em **Ajustes > Acessibilidade > Acesso Guiado** e ative o recurso. 2. Defina um código. Se quiser, permita Face ID ou Touch ID para encerrar a sessão. 3. Em **Limites de Tempo**, escolha se quer aviso sonoro antes do fim de uma sessão com tempo marcado. 4. Abra o app que será usado e clique três vezes no botão lateral (no botão Início, em modelos mais antigos). 5. Se aparecer o painel de atalhos, toque em **Acesso Guiado**. 6. Circule com o dedo as áreas da tela que não devem responder ao toque. 7. Toque em **Ajustes da Sessão** (em algumas versões, **Opções**) para bloquear botões, teclado ou toques e definir um limite de tempo. Depois toque em **Iniciar**. Para sair, clique três vezes no mesmo botão, autentique-se e toque em **Encerrar**. Atenção: durante uma sessão de Acesso Guiado, a Detecção de Acidente e os Serviços de Emergência não funcionam. Encerre a sessão antes de precisar deles. ### 7. App Senhas: alertas de segurança e códigos de verificação Por que vale a pena: o app Senhas (desde o iOS 18) reúne senhas, chaves-senha e redes Wi-Fi, e aponta senhas fracas, repetidas ou vazadas. A Apple cita esses alertas entre as novidades do iOS 27. 1. Abra o app **Senhas** e toque em **Tudo** para ver suas contas salvas. 2. Toque em **Segurança** para ver as senhas sinalizadas como fracas, reutilizadas ou expostas em vazamentos conhecidos. 3. Abra cada conta sinalizada e troque a senha no site ou no app correspondente. 4. Para usar o Senhas como autenticador de dois fatores, abra a conta em **Tudo** e toque em **Configurar Código de Verificação...**. Assim os códigos temporários de login ficam no próprio app, sem precisar de um autenticador de terceiros. ### 8. Grupo Compartilhado de senhas e Wi-Fi sem revelar a senha Por que vale a pena: família e sócios podem compartilhar as senhas de serviços em comum com segurança, sem mandar senha por mensagem. 1. No app **Senhas**, crie um **Grupo Compartilhado** e convide familiares ou contatos de confiança. 2. Mova para o grupo as senhas e chaves-senha que todos devem acessar. 3. Para compartilhar uma rede, use a senha de Wi-Fi guardada no app: o iPhone permite enviá-la a amigos e familiares sem exibir os caracteres. ### 9. Indicadores de câmera e microfone, também sem depender de cor Por que vale a pena: saber ler esse sinal é uma checagem rápida de privacidade. - Ponto **laranja** na barra de status: um app está usando o microfone. - Ponto **verde**: um app está usando a câmera, sozinha ou junto com o microfone. Para o indicador laranja aparecer como um quadrado, mais fácil de distinguir: 1. Abra **Ajustes > Acessibilidade > Tela e Tamanho do Texto**. 2. Ative **Diferenciar Sem Cor**. Se um dos indicadores acender sem você estar usando câmera ou microfone, revise as permissões do app em **Ajustes > Privacidade e Segurança**. ## Resumo rápido - **Tocar Atrás:** Ajustes > Acessibilidade > Toque > Tocar Atrás (iPhone 8 ou posterior). - **Automações:** app Atalhos > Automação > Criar Automação Pessoal. - **Texto ao Vivo:** Ajustes > Geral > Idioma e Região > Texto ao Vivo (iPhone XS/XR ou posterior). - **Recorte de foto:** toque e segure o tema no Fotos (iPhone XS/XR ou posterior). - **Escanear:** Notas > clipe > Escanear Documentos. - **Acesso Guiado:** Ajustes > Acessibilidade > Acesso Guiado; clique triplo para iniciar. - **Senhas:** app Senhas > Segurança; códigos em Configurar Código de Verificação. - **Grupo Compartilhado:** app Senhas, para dividir credenciais com a família. - **Indicadores:** Ajustes > Acessibilidade > Tela e Tamanho do Texto > Diferenciar Sem Cor. ## Fontes - [Usar o recurso Tocar Atrás no iPhone — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/111772) - [Crie uma nova automação pessoal — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/guide/shortcuts/apdfbdbd7123/ios) - [Introdução à automação pessoal no Atalhos — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/guide/shortcuts/apd690170742/ios) - [Copiar e traduzir texto de fotos no iPhone ou iPad — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/HT212630) - [Criar e compartilhar recortes de fotos no iPhone — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/HT213459) - [Como digitalizar documentos no iPhone ou iPad — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/HT210336) - [Usar o Acesso Guiado no iPhone ou iPad — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/111795) - [Como usar o app Senhas — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/120758) - [Indicadores laranja e verde na barra de status do iPhone — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/108331) - [iOS 27 — Apple (Brasil)](https://www.apple.com/br/ios/) --- # Como tirar fotos muito melhores com o iPhone: fundamentos e ajustes que fazem diferença > Lente limpa, grade, foco travado, exposição, Retrato, modo Noite, Live Photo e o zoom certo: o básico bem feito vale mais do que qualquer app. - Editoria: Pro - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T17:30:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/pro/como-tirar-fotos-melhores-iphone A câmera do iPhone acerta sozinha na maioria das situações. A diferença entre uma foto comum e uma foto boa costuma estar em poucos gestos: limpar a lente, compor com a grade, decidir onde fica o foco e controlar o brilho antes do clique. Este guia mostra esses fundamentos e os ajustes do sistema que ajudam em cada um, com caminhos válidos no **iOS 27**, a versão atual. Recursos que dependem do modelo trazem o aviso no próprio item. ### 1. Limpe a lente antes de qualquer coisa Por que vale a pena: a Apple aponta a lente suja como primeira causa a investigar quando as fotos saem desfocadas. A gordura do dedo também deixa as luzes com aspecto leitoso. 1. Tire capa, película ou acessório que encoste na área da câmera. 2. Limpe as lentes traseira e frontal com um pano de microfibra seco. 3. Se as fotos com pouca luz continuarem borradas e você usa capa metálica, suporte magnético ou lente acoplada, retire o acessório e teste de novo. ### 2. Ative a grade e componha pela regra dos terços Por que vale a pena: a grade divide a tela em nove partes iguais. Ela ajuda a manter o horizonte reto e a posicionar o tema fora do centro, onde a foto costuma ganhar movimento. 1. Abra **Ajustes > Câmera**. 2. Ative **Grade**. 3. Na hora de fotografar, coloque o horizonte numa das linhas horizontais e o tema principal num dos quatro cruzamentos. 4. Se a foto sair torta, use a edição do app Fotos para endireitar e corrigir a perspectiva. ### 3. Escolha o foco e trave foco e exposição (Bloqueio AE/AF) Por que vale a pena: o iPhone tende a focar no que considera mais importante, o que nem sempre bate com a sua intenção. Travar o foco e a exposição mantém o resultado igual entre várias fotos da mesma cena. 1. No app **Câmera**, toque no ponto da tela que deve ficar nítido. 2. Ao lado do quadro de foco aparece o controle de exposição. Arraste-o para cima para clarear e para baixo para escurecer. 3. Para travar, mantenha o dedo sobre o ponto até aparecer **Bloqueio AE/AF** no topo da tela. 4. Recomponha e fotografe quantas vezes quiser. Toque em outro ponto da tela para destravar. ### 4. Use o controle de exposição dedicado (e preserve o ajuste) Por que vale a pena: em cenas com céu claro e sombras fortes, baixar um pouco a exposição evita perder detalhes nas áreas claras, algo que nenhuma edição recupera depois. Requisito: iPhone 11 ou posterior. 1. Na Câmera, abra os controles da câmera e toque no botão de **Exposição**. 2. Deslize o controle para definir o valor. Ele permanece até você fechar o app Câmera. 3. Para manter o valor mesmo depois de fechar o app, vá em **Ajustes > Câmera > Preservar Ajustes** e ative a chave do ajuste de exposição. Em **Preservar Ajustes** também fica a opção de manter a Live Photo ligada ou desligada entre uma sessão e outra. ### 5. Modo Retrato e ajuste do desfoque depois do clique Por que vale a pena: o modo Retrato separa o tema do fundo e desfoca o cenário. O nível de desfoque pode ser alterado depois, no app Fotos. Requisito: iPhone SE (2ª geração) ou posterior. Todos os modelos compatíveis com o iOS 27 atendem. 1. Na Câmera, deslize até **Retrato**. 2. Espere o nome do efeito de iluminação ficar amarelo, o que indica que a distância está adequada, e fotografe. 3. Para mudar o efeito, abra a foto no **Fotos**, toque em **Editar** e escolha outra iluminação: **Luz de Estúdio**, **Luz de Contorno**, **Luz de Palco**, **Luz de Palco Mono** ou **Luz Brilhante Mono**. 4. Ainda em **Editar**, toque no botão **Controle de Profundidade** e use o controle deslizante para aumentar ou reduzir o desfoque. Um ponto cinza marca o valor original. 5. Para tirar o efeito, toque em **Retrato** na edição e em **OK**. A foto pode voltar a ser Retrato a qualquer momento. ### 6. Modo Noite: estabilidade vale mais que pressa Por que vale a pena: com pouca luz, o iPhone combina várias capturas para gerar uma foto mais clara e limpa. Mas isso só funciona se o aparelho ficar parado. Requisito: iPhone 11 ou posterior. 1. Em ambientes escuros, o modo Noite liga sozinho e o ícone fica amarelo. O número ao lado indica quantos segundos a captura vai levar. 2. Apoie o iPhone numa superfície firme ou num tripé. A mira na tela ajuda a perceber se o aparelho se mexeu. 3. Para uma exposição mais longa, toque na seta acima do visor, escolha o modo Noite e leve o controle até **Máx.** 4. Não mova o aparelho até a captura terminar. Atenção: ligar o flash ou a Live Photo desativa o modo Noite. O guia completo de fotografia noturna da PushTech aprofunda o tema. ### 7. Estilos Fotográficos: personalize o "olhar" da sua câmera Por que vale a pena: diferente de um filtro aplicado depois, o Estilo Fotográfico define na captura como o iPhone trata tons e cores. Você ajusta uma vez e todas as fotos seguem o mesmo padrão. Requisito: os Estilos Fotográficos existem do iPhone SE (3ª geração) e da linha iPhone 13 em diante, incluindo iPhone 16e e iPhone 17e. A geração mais recente do recurso, mais flexível, é exclusiva da linha iPhone 16 (16, 16 Plus, 16 Pro e 16 Pro Max), da linha iPhone 17 (17, 17 Pro e 17 Pro Max), do iPhone Air e do iPhone 18 Pro e 18 Pro Max. Os controles variam conforme a geração do recurso no seu modelo. Por isso, siga o passo a passo oficial do Manual de Uso do iPhone para o iOS 27 (tópico "Use Estilos Fotográficos"). _Vídeo: How to use Photographic Styles on iPhone 16 and iPhone 16 Pro (Apple Support)_ ### 8. Live Photo e o efeito Longa Exposição Por que vale a pena: a Live Photo grava alguns instantes antes e depois do clique. Com isso dá para criar loops e, principalmente, simular uma longa exposição, que deixa água corrente sedosa e transforma faróis em rastros de luz. 1. Na Câmera, no modo **Foto**, abra os controles da câmera e ative o botão **Live Photo**. 2. Segure o aparelho firme e fotografe. Para Longa Exposição, apoie-o num lugar fixo. 3. Abra a foto no **Fotos** e toque no botão **Live Photo**, no topo da tela. 4. Escolha **Loop**, **Vai e Volta** ou **Longa Exposição**. Atenção: editar a Live Photo num app de terceiros pode remover os efeitos aplicados. ### 9. Zoom óptico x digital: use as lentes, não a pinça Por que vale a pena: as posições marcadas na tela (0,5x, 1x, 2x e assim por diante) usam lentes ou recortes do sensor com qualidade óptica. Passar dessas marcas com o gesto de pinça amplia digitalmente e perde detalhe. Distâncias focais confirmadas nas páginas oficiais de especificações: | Modelo | Ultra-angular | Principal | 2x | Teleobjetiva | Zoom digital máx. (foto) | | --- | --- | --- | --- | --- | --- | | iPhone 18 Pro / Pro Max | 13 mm | 24 mm | 48 mm | 100 mm (4x) e 200 mm (8x) | até 40x | | iPhone 17 | 13 mm | 26 mm | 52 mm | não tem | até 10x | | iPhone Air | não tem | 26 mm | 52 mm | não tem | até 10x | Como usar na prática: 1. Antes de fotografar, toque nos botões de zoom da tela em vez de fazer pinça. 2. Se o tema estiver longe e o seu modelo não tiver teleobjetiva, prefira chegar mais perto a esticar o zoom digital. 3. Para retratos, a posição 2x costuma deixar o rosto com proporções mais naturais do que a 1x. _Vídeo: 10 dicas bacanas para a Câmera do iPhone (MacMagazine)_ ## Resumo rápido - Limpe as lentes com microfibra e tire acessórios que encostem na câmera. - **Ajustes > Câmera > Grade**, e componha pela regra dos terços. - Toque para focar, arraste para ajustar a exposição e segure para ter **Bloqueio AE/AF**. - **Ajustes > Câmera > Preservar Ajustes** guarda o brilho escolhido (iPhone 11+). - Retrato: ajuste a iluminação e o **Controle de Profundidade** depois, no Fotos. - Modo Noite (iPhone 11+): tripé ou apoio, e **Máx.** quando der. - Estilos Fotográficos: da linha 13 em diante; geração mais nova da linha 16 em diante. - Live Photo > **Longa Exposição** para água e rastros de luz. - Prefira as marcas de zoom óptico ao zoom de pinça. ## Fontes - [Se a câmera ou o flash do iPhone não estiverem funcionando — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/102514) - [Use as ferramentas de câmera do iPhone para preparar a captura — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/guide/iphone/iph3dc593597/14.0/ios/14.0) - [Usar o modo Retrato no iPhone — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/HT208118) - [Usar o modo Noite no iPhone — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/102519) - [Modelos compatíveis com Estilos Fotográficos — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/guide/iphone/aside/iph80f8f71ff/ios) - [Modelos compatíveis com os Estilos Fotográficos de última geração — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/guide/iphone/aside/iph2c22a8a5e/ios) - [Tirar e editar Live Photos — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/104966) - [iPhone 18 Pro: especificações técnicas — Apple (Brasil)](https://www.apple.com/br/iphone-18-pro/specs/) - [iPhone 17: especificações técnicas — Apple (Brasil)](https://www.apple.com/br/iphone-17/specs/) - [iPhone Air: especificações técnicas — Apple (Brasil)](https://www.apple.com/br/iphone-air/specs/) --- # Por que a bateria do seu celular perde força com o tempo — e o que realmente ajuda > Toda bateria de íons de lítio envelhece. Apple e Google explicam o porquê, quantos ciclos ela aguenta e quais hábitos fazem diferença de verdade. - Editoria: Por Trás - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T17:00:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/por-tras/por-que-a-bateria-do-celular-perde-capacidade O celular que aguentava o dia inteiro passa a pedir tomada no meio da tarde. Não é impressão nem defeito: é química. A bateria de íons de lítio, usada em praticamente todo smartphone, perde um pouco da capacidade a cada uso. A boa notícia é que dá para atrasar esse processo, e a maioria das ferramentas para isso já vem no próprio aparelho. ## Por que o lítio, e por que ele envelhece A Apple explica que as baterias de íons de lítio carregam mais rápido, duram mais e guardam mais energia em menos espaço que as tecnologias anteriores. O lado ruim é que elas envelhecem. Segundo a página de suporte da Apple sobre bateria e desempenho do iPhone, com o tempo a bateria perde capacidade de armazenar carga e de entregar energia nos picos de demanda. A empresa usa o termo "idade química". Ela não depende só de quantos meses o aparelho tem, mas também de quantos ciclos de carga a bateria passou e de como foi tratada. O envelhecimento também aumenta a impedância, que é a resistência interna da bateria à passagem de corrente. Com a impedância mais alta, a bateria tem mais dificuldade para atender um pico de consumo. É por isso que aparelhos antigos às vezes desligam de repente, mesmo mostrando carga. ## O que é um ciclo de carga Um ciclo não é cada vez que você liga o carregador. A Apple define o ciclo como o uso acumulado de 100% da capacidade da bateria. Usar 75% num dia, recarregar e gastar 25% no seguinte soma um ciclo. O Google segue a mesma lógica nos Pixel: ir de 100% a 50% e voltar a 100% conta como meio ciclo. Cada fabricante projeta suas baterias para manter uma parte da capacidade original depois de um certo número de ciclos: - **iPhone 14 e anteriores:** 80% da capacidade original após 500 ciclos completos, em condições ideais, segundo a Apple. - **iPhone 15 e posteriores:** a meta de projeto sobe para 1.000 ciclos completos. - **Pixel 3 até Pixel 8 Pro e Pixel Fold:** vida útil estimada em cerca de 800 ciclos, segundo o Google. - **Pixel 8a e posteriores:** cerca de 1.000 ciclos. Na prática, quem recarrega uma vez por dia completa algo como um ciclo por dia. Um aparelho com meta de 500 ciclos chega perto desse limite em menos de dois anos de uso intenso. ## O maior inimigo é o calor Apple e Google concordam que o calor é o fator que mais desgasta a bateria. A Apple indica como faixa ideal de conforto entre 16 °C e 22 °C. Ela também alerta que a exposição a temperaturas acima de 35 °C pode reduzir a capacidade da bateria de forma permanente. O Google recomenda carregar o Pixel em lugar fresco, em torno de 25 °C, e evitar períodos de 6 horas ou mais acima de 35 °C. Para quem vive num país tropical, isso significa não deixar o celular no painel do carro ao sol nem carregá-lo debaixo do travesseiro. O frio funciona de outro jeito. Segundo a Apple, ele reduz a autonomia só temporariamente, e o desempenho volta ao normal quando o aparelho esquenta. ## Ficar em 100% também cansa Outro fator é o tempo que a bateria passa totalmente cheia. A Apple explica que a recarga é rápida até 80% e depois desacelera, justamente para poupar a bateria. Por isso os dois sistemas oferecem recursos que evitam deixar o aparelho em 100% por horas. No iPhone, o **Carregamento Otimizado** aprende a sua rotina e segura a carga antes do fim quando prevê que o aparelho vai ficar muito tempo na tomada, como durante a noite. Segundo a Apple, ele precisa de pelo menos 14 dias e de nove recargas de cinco horas ou mais no mesmo lugar para começar a agir. Nos modelos iPhone 15 ou posteriores também existe o **Limite de Carregamento**, que interrompe a carga em 80%, 85%, 90% ou 95%. Nos Pixel, há o **Carregamento adaptável**, que aprende o hábito em cerca de 14 dias e completa os 100% pouco antes da hora em que você costuma tirar da tomada. Há também a opção **Limitar a 80%**, disponível do Pixel 6a em diante. Do Pixel 6a em diante, o Google ainda oferece a "assistência para a saúde da bateria". A partir de cerca de 200 ciclos, ela reduz aos poucos a tensão máxima de carga, até por volta de 1.000 ciclos. A tensão é a "pressão elétrica" com que a bateria é carregada. ## Mitos que não precisam mais preocupar O Google afirma que não é preciso descarregar ou carregar totalmente a bateria para "calibrá-la": dá para carregar o quanto quiser, quando quiser. A empresa faz uma ressalva: o Pixel precisa de uma carga completa a cada dez ciclos, deixada na tomada por pelo menos 30 minutos depois de chegar a 100%, para manter a estimativa de carga precisa. A Apple faz algo parecido: com o limite abaixo de 100%, o iPhone às vezes carrega até o fim sozinho para recalibrar a estimativa. _Vídeo: Understanding your iPhone battery usage (Apple Support)_ ## O que você pode fazer Os caminhos do Pixel abaixo foram traduzidos da página de ajuda do Google em inglês. No seu aparelho, os nomes podem aparecer um pouco diferentes. 1. **Veja a saúde da bateria.** No iPhone: Ajustes > Bateria > Saúde da Bateria. A tela mostra a capacidade máxima atual em relação à de quando a bateria era nova. Nos Pixel 8a e posteriores, o status "Reduzida" aparece quando a capacidade cai abaixo de 80%, e o número de ciclos fica em Configurações > Sobre o telefone > Informações da bateria. 2. **Ative a proteção de carga.** iPhone 15 ou posterior: Ajustes > Bateria > Carregamento, onde fica o controle do limite. iPhone 14 ou anterior: Ajustes > Bateria > Saúde da Bateria e Carregamento > Carregamento Otimizado. Pixel: Configurações > Bateria > Saúde da bateria > Otimização do carregamento, onde você escolhe entre o carregamento adaptável e o limite de 80%. 3. **Fuja do calor.** Não deixe o aparelho ao sol nem no carro fechado. A Apple sugere tirar algumas capas durante a recarga se o aparelho esquentar. 4. **Mantenha o sistema atualizado.** Os dois fabricantes incluem atualizações de software entre as recomendações para a bateria. 5. **Corte o consumo desnecessário.** Brilho automático, Modo Pouca Energia no iPhone, Wi-Fi no lugar de dados móveis e menos atualização de apps em segundo plano são recomendações oficiais da Apple. No Pixel, o Google recomenda a Bateria adaptável e conferir quais apps mais gastam em Configurações > Bateria > Uso da bateria. 6. **Vai guardar um aparelho?** A Apple recomenda deixá-lo com cerca de 50% de carga, desligado e em local abaixo de 32 °C, recarregando até 50% a cada seis meses. O Google também recomenda cerca de 50% para períodos acima de 30 dias. 7. **Saiba a hora de trocar.** Quando a capacidade fica abaixo de 80% ou os ciclos chegam ao limite projetado, os dois fabricantes indicam a troca em assistência autorizada. Se a bateria estiver estufada, a ponto de levantar a tela, o Google orienta não pressionar o aparelho nem tentar abri-lo. ## Fontes - [Baterias: por que íons de lítio? — Apple](https://www.apple.com/br/batteries/why-lithium-ion/) - [Baterias: maximizar o desempenho — Apple](https://www.apple.com/br/batteries/maximizing-performance/) - [iPhone battery and performance — Suporte Apple](https://support.apple.com/en-us/101575) - [Sobre o Carregamento Otimizado e o Limite de Carregamento no iPhone — Suporte Apple](https://support.apple.com/pt-br/108055) - [Understand your Pixel battery — Ajuda do Pixel](https://support.google.com/pixelphone/answer/15738128?hl=en) - [Get the most life from your Pixel phone battery — Ajuda do Pixel](https://support.google.com/pixelphone/answer/6090612?hl=en) --- # Por que todo app pede para rastrear você — e o que acontece quando você diz não > O alerta de 'rastreamento' do iPhone mexeu com o mercado de anúncios. Veja o que ele bloqueia, o que não bloqueia e como fazer o mesmo no Android. - Editoria: Por Trás - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T16:30:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/por-tras/por-que-todo-app-pede-para-rastrear-voce Você instala um app de compras, de jogo ou de notícias e, antes de qualquer coisa, aparece a pergunta: permitir que ele rastreie sua atividade em apps e sites de outras empresas? As opções são "Permitir" e "Pedir ao App para Não Rastrear". Essa janela é a parte visível da App Tracking Transparency (ATT), regra que a Apple adotou no iOS 14.5 e que mudou a forma como a publicidade em celular é vendida. ## O que a Apple chama de "rastrear" A definição está nas regras para desenvolvedores. Rastrear é ligar os dados que um app coleta sobre você com dados coletados por outras empresas, em outros apps, sites ou lojas físicas, para direcionar anúncios ou medir a eficácia deles. Compartilhar dados com corretores de dados (empresas que compram e revendem informações pessoais) também conta como rastreamento. A Apple dá exemplos concretos: - mostrar anúncios no app com base no que você fez em apps e sites de outras empresas; - enviar sua localização ou listas de e-mail para um corretor de dados; - passar e-mails ou identificadores para uma rede de anúncios que vai "perseguir" você em outros apps ou procurar pessoas com perfil parecido; - incluir no app um kit de código de terceiros (SDK) que mistura seus dados com os de outros apps para fins publicitários, mesmo que o dono do app não use isso diretamente. Algumas coisas ficam de fora e não exigem a pergunta: dados cruzados apenas dentro do aparelho, sem sair dele de forma identificável, e o uso de dados exclusivamente para prevenir fraudes ou para análise de crédito. ## A peça central: o identificador de publicidade Todo iPhone tem um identificador de publicidade, o IDFA (Identifier for Advertisers). É um código que redes de anúncios usavam para reconhecer o mesmo aparelho em apps diferentes e saber, por exemplo, que quem viu um anúncio no app A comprou no app B. Segundo a Apple, se você nega o rastreamento, o app recebe esse identificador zerado, só com zeros, e fica proibido de rastrear você por outros meios. O "outros meios" é a parte que costuma passar despercebida. Pelas regras, quem nega não pode ser rastreado com e-mail ou telefone embaralhados, nem por "impressão digital" do aparelho (fingerprinting). Essa técnica junta detalhes como configuração do sistema, rede e localização para identificar o aparelho sem pedir licença. ## As regras para quem pede A Apple também limita a forma de perguntar. O app precisa explicar, no próprio alerta, por que quer rastrear. Ele não pode condicionar nenhuma função ao seu "sim" nem oferecer recompensa para que você aceite. Também não pode usar truques para arrancar o consentimento. Pode explicar seus motivos antes do alerta, desde que de forma transparente. O que o app pode fazer sem pedir: usar um identificador próprio do fornecedor, o IDFV, para medir o uso entre apps da mesma empresa. Esse identificador não pode ser combinado com dados de terceiros para rastrear você. ## Quanto isso custou à publicidade Para a indústria de anúncios, o efeito foi grande. Em fevereiro de 2022, ao divulgar o balanço do quarto trimestre, a Meta, dona de Facebook e Instagram, estimou que a mudança da Apple reduziria suas vendas daquele ano em cerca de US$ 10 bilhões. Segundo a CNBC, o diretor financeiro Dave Wehner descreveu o impacto como um obstáculo relevante para o negócio e ressaltou que o número era uma estimativa. Na mesma reportagem, a CNBC cita um estudo da AppsFlyer, empresa de medição de anúncios, de outubro de 2021: 62% dos usuários de iPhone escolheram não compartilhar o IDFA. Os números variam conforme o método. A Flurry, que publicava um acompanhamento mensal, calculava a taxa como o total de autorizações dividido pela soma de autorizações e negativas, com uma versão restrita a apps que de fato exibiam o alerta. A série parou de ser atualizada em maio de 2022, e a própria Flurry encerrou o serviço de análise em março de 2024. _Vídeo: Privacy on iPhone: Safari helps block data trackers (Apple)_ ## E no Android? O Android não mostra uma pergunta app por app, mas também tem um identificador de publicidade, gerenciado pelo Google Play services. O Google o descreve como um código que o usuário pode redefinir ou apagar. Quando você apaga o ID, os apps que tentam lê-lo recebem uma sequência de zeros. Esse comportamento começou com o Android 12 no fim de 2021 e foi estendido a todos os aparelhos com Google Play em 1º de abril de 2022. Para apps que querem ler o ID, o Google exige que, a partir do Android 13, eles declarem uma permissão específica para isso, a AD_ID. ## O que muda para você quando nega Na prática, os anúncios não somem. Você continua vendo publicidade nos apps gratuitos, mas ela tende a ser menos baseada no que você fez em outros lugares. Segundo a Apple, negar não tira nenhum recurso do app: você continua usando tudo normalmente. O que diminui é a capacidade de outras empresas montarem um perfil seu juntando dados de vários apps e sites. A ATT não impede que o próprio app use os dados que coleta dentro dele, como histórico de compras ou de buscas, para recomendar produtos ali mesmo. A regra mira o cruzamento com dados de outras empresas. ## O que você pode fazer **No iPhone** 1. **Revise quem já tem permissão:** Ajustes > Privacidade e Segurança > Rastreamento. A lista mostra os apps que pediram para rastrear você. Desligue a chave de cada app que não quiser autorizar. 2. **Corte o pedido de uma vez:** na mesma tela, desative "Permitir Solicitações". A partir daí, segundo a Apple, todo app que pedir é tratado como se você tivesse escolhido "Pedir ao App para Não Rastrear", e o alerta deixa de aparecer. 3. **Responda caso a caso:** se preferir manter os alertas, a escolha "Pedir ao App para Não Rastrear" vale para aquele app e não reduz as funções dele. **No Android** (os nomes dos menus variam por fabricante e versão) 1. **Apague ou redefina o ID de publicidade:** Configurações > Privacidade > Anúncios, e escolha entre redefinir e excluir o ID de publicidade. Com o ID excluído, os apps passam a receber só zeros. 2. **Em versões mais antigas:** o caminho indicado pelo Google é Configurações > Privacidade > Avançado > Anúncios, onde é possível desativar a personalização de anúncios. 3. **Revise as permissões dos apps:** localização, contatos e outros acessos continuam sendo concedidos um a um. Negar o que o app não precisa reduz os dados que ele tem para compartilhar. ## Fontes - [User Privacy and Data Use — Apple Developer](https://developer.apple.com/app-store/user-privacy-and-data-use/) - [App Tracking Transparency — Apple Developer Documentation](https://developer.apple.com/documentation/apptrackingtransparency) - [Se um app pedir para rastrear sua atividade — Suporte Apple](https://support.apple.com/pt-br/102420) - [Advertising ID — Play Console Help (Google)](https://support.google.com/googleplay/android-developer/answer/6048248?hl=en) - [Facebook says Apple iOS privacy change will cost $10 billion this year — CNBC](https://www.cnbc.com/2022/02/02/facebook-says-apple-ios-privacy-change-will-cost-10-billion-this-year.html) - [App Tracking Transparency Opt-In Rate - Monthly Updates — Flurry Analytics](https://flurry.com/blog/att-opt-in-rate-monthly-updates) --- # Bateria, armazenamento e privacidade: ajustes do iPhone que valem a pena revisar hoje > Saúde da Bateria, limite de carga, Otimizar Armazenamento, Verificação de Segurança, Proteção de Dispositivo Roubado e rastreamento, com o caminho exato. - Editoria: Pro - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T16:00:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/pro/bateria-armazenamento-privacidade-ajustes-iphone Algumas configurações do iPhone fazem diferença real ao longo dos anos: quanto a bateria aguenta, quanto espaço sobra e quem tem acesso aos seus dados e à sua localização. São ajustes que a maioria das pessoas define uma vez, na primeira configuração, e nunca mais revisa. Este roteiro leva cerca de 25 minutos e cobre bateria, armazenamento e privacidade, com caminhos válidos no **iOS 27**, a versão atual do sistema. ### 1. Confira a Saúde da Bateria Por que vale a pena: a capacidade máxima mostra quanto a bateria ainda segura em comparação com quando era nova. É o dado que indica se a queda de autonomia é normal ou se está na hora de trocar a bateria. 1. Abra **Ajustes > Bateria**. 2. Toque em **Saúde da Bateria**. 3. Veja a **Capacidade Máxima**. Na mesma tela, a seção **Capacidade de Desempenho Máximo** indica se a bateria ainda entrega potência total. Referência oficial: em condições ideais, a Apple projeta que a bateria mantenha 80% da capacidade original após 500 ciclos completos no iPhone 14 e anteriores, e após 1.000 ciclos no iPhone 15. Um aparelho novo pode mostrar um pouco menos de 100%, dependendo do tempo entre fabricação e ativação. ### 2. Defina um limite de carga (iPhone 15 ou posterior) Por que vale a pena: passar muito tempo com a bateria em 100% acelera o desgaste. Limitar a carga é a forma mais direta de prolongar a vida útil, se a autonomia do dia permitir. Requisito: iPhone 15 ou posterior. Entre os modelos à venda hoje, isso inclui iPhone 16, 17, 17e, Air e 18 Pro. 1. Abra **Ajustes > Bateria > Carregamento**. 2. Escolha o limite entre **80%** e **100%**, em passos de 5% (80, 85, 90, 95 ou 100). 3. Se escolher 100%, o **Carregamento Otimizado** fica disponível. Com qualquer limite menor, ele não aparece. Mesmo com limite abaixo de 100%, o iPhone faz uma carga completa de vez em quando, para manter preciso o cálculo do nível de bateria. ### 3. Carregamento Otimizado (iPhone 14 e anteriores) Por que vale a pena: o iPhone aprende sua rotina e, quando prevê que vai ficar muito tempo na tomada (de madrugada, por exemplo), segura a carga em 80% e só completa perto da hora em que você costuma desconectar. 1. Abra **Ajustes > Bateria > Saúde da Bateria e Carregamento**. 2. Confirme que **Carregamento Otimizado** está ativado. Ele vem ligado de fábrica. O recurso precisa de pelo menos 14 dias para aprender seus hábitos e de no mínimo 9 cargas de 5 horas ou mais num mesmo local antes de começar a agir. Desligá-lo pode aumentar o desgaste da bateria. ### 4. Veja o que está ocupando o armazenamento Por que vale a pena: a tela de armazenamento mostra o espaço gasto por cada app e traz recomendações prontas de limpeza. 1. Abra **Ajustes > Geral > Armazenamento do iPhone**. 2. Leia as recomendações no topo, como apagar anexos antigos ou desinstalar apps sem uso. 3. Desça até a lista de apps, ordenada pelo espaço ocupado, e toque em cada um para ver detalhes e opções. ![Dois smartphones lado a lado sobre uma superfície branca](/__l5e/assets-v1/0cd74d81-dfa0-48c2-b8a9-fc19a97665d6/aD6mY43V_QQ-1600.webp) *A tela Armazenamento do iPhone mostra o espaço gasto por cada app e sugere o que limpar. · Foto: Masakaze Kawakami / Unsplash* ### 5. Ative Otimizar Armazenamento nas Fotos do iCloud Por que vale a pena: fotos e vídeos costumam ser a maior fatia do armazenamento. Com a otimização, o iPhone guarda versões menores e mantém os originais em alta resolução no iCloud. 1. Abra **Ajustes**, toque no seu nome e em **iCloud**. 2. Em Salvo no iCloud, toque em **Fotos** e confirme que **Sincronizar este dispositivo** está ativado. 3. Toque em **Armazenamento do iPhone** e escolha **Otimizar Armazenamento**. No iOS 26 e anteriores, a opção aparece direto na tela de Fotos. Quando o espaço aperta, o sistema libera primeiro os itens que você abre com menos frequência. Os originais podem ser baixados a qualquer momento, por Wi-Fi ou dados móveis. Lembre que a otimização depende de ter espaço suficiente no iCloud para a biblioteca inteira. ### 6. Rode a Verificação de Segurança Por que vale a pena: a Verificação de Segurança mostra num só lugar com quem e com quais apps você compartilha localização, fotos e outros dados, e permite cortar tudo de uma vez se necessário. É útil depois de um término, da troca de emprego ou de qualquer desconfiança. Requisitos: iOS 16 ou posterior, Conta Apple com autenticação de dois fatores e sessão iniciada no iPhone. 1. Abra **Ajustes > Privacidade e Segurança > Verificação de Segurança**. Talvez seja preciso rolar a tela. 2. Escolha **Gerenciar Compartilhamento e Acesso** para revisar pessoa por pessoa e app por app. As alterações são salvas na hora. 3. No fim do fluxo, toque em **Continuar** para revisar dispositivos conectados, números de telefone, senha da Conta Apple, contatos de emergência e o código do aparelho. 4. Numa situação de risco, use **Redefinição de Emergência**: ela interrompe na hora todo o compartilhamento com pessoas e apps. O botão **Saída Rápida**, no canto superior direito dessas telas, fecha os Ajustes e volta à Tela de Início, mantendo o que já foi alterado. _Vídeo: How to use Safety Check on your iPhone (Apple Support)_ ### 7. Ative a Proteção de Dispositivo Roubado Por que vale a pena: se alguém roubar o iPhone e souber o código, ainda assim não consegue trocar a senha da Conta Apple, desligar o Buscar ou usar suas senhas salvas longe dos lugares que você frequenta. Num país com alto índice de roubo de celular, este é o ajuste mais importante da lista. Requisitos: iOS 17.3 ou posterior, autenticação de dois fatores, código no aparelho, Face ID ou Touch ID, **Buscar** ativado e **Locais Importantes** ligado nos Serviços de Localização. 1. Abra **Ajustes > Face ID e Código** (ou **Touch ID e Código**). 2. Digite o código do aparelho. 3. Toque em **Proteção de Dispositivo Roubado** e ative. 4. Para valer em todos os lugares, inclusive em casa e no trabalho, toque em **Exigir adiamento de segurança** e escolha **Sempre**. Com o recurso ativo, longe dos locais conhecidos, ações como usar senhas salvas, apagar o aparelho ou desligar o Modo Perdido exigem biometria, sem alternativa por código. Mudanças críticas, como trocar a senha da Conta Apple ou o código do aparelho, exigem também uma espera de segurança de uma hora. Antes de vender ou trocar o iPhone, desative a proteção. ### 8. Revise as permissões de localização app por app Por que vale a pena: muitos apps pedem localização "Sempre" sem precisar. Restringir o acesso reduz o rastreamento e também o consumo de bateria. 1. Abra **Ajustes > Privacidade e Segurança > Serviços de Localização**. 2. Toque em cada app da lista e escolha a opção adequada: **Nunca**, **Perguntar da Próxima Vez ou Quando Eu Compartilhar**, **Durante o Uso do App** ou **Sempre**. 3. Para apps que não precisam do endereço exato (clima, notícias, varejo), desative **Localização Precisa**. Eles passam a receber só a região aproximada. 4. Deixe **Sempre** apenas para quem realmente precisa, como apps de navegação e de segurança. Para a Proteção de Dispositivo Roubado funcionar, mantenha ativo **Ajustes > Privacidade e Segurança > Serviços de Localização > Serviços do Sistema > Locais e Rotas Importantes**. ### 9. Controle o rastreamento entre apps Por que vale a pena: desde o iOS 14.5, os apps precisam pedir permissão para seguir sua atividade em apps e sites de outras empresas. Negar não tira nenhuma função do app. 1. Abra **Ajustes > Privacidade e Segurança > Rastreamento**. 2. Desative individualmente os apps que você não quer que rastreiem sua atividade. 3. Para recusar todos os pedidos futuros de uma vez, desligue a chave geral no topo da tela. Os apps passam a ser tratados como se você tivesse escolhido **Pedir ao App para Não Rastrear**. A chave geral pode ficar indisponível em contas de menores, em Contas Apple gerenciadas por empresa ou escola, em aparelhos com perfil que limita o rastreamento e em contas criadas há menos de três dias. ## Resumo rápido - **Saúde da Bateria:** Ajustes > Bateria > Saúde da Bateria. - **Limite de carga (iPhone 15+):** Ajustes > Bateria > Carregamento, de 80% a 100%. - **Carregamento Otimizado (iPhone 14 e anteriores):** Ajustes > Bateria > Saúde da Bateria e Carregamento. - **Armazenamento:** Ajustes > Geral > Armazenamento do iPhone. - **Otimizar Armazenamento:** Ajustes > [seu nome] > iCloud > Fotos > Armazenamento do iPhone. - **Verificação de Segurança:** Ajustes > Privacidade e Segurança > Verificação de Segurança. - **Proteção de Dispositivo Roubado:** Ajustes > Face ID e Código; considere **Sempre**. - **Localização:** Ajustes > Privacidade e Segurança > Serviços de Localização; desligue Localização Precisa onde não fizer falta. - **Rastreamento:** Ajustes > Privacidade e Segurança > Rastreamento. ## Fontes - [Bateria e desempenho do iPhone — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/101575) - [Sobre o Limite de Carregamento e o Carregamento Otimizado no iPhone — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/108055) - [Como verificar o armazenamento no iPhone e iPad — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/HT201656) - [Ativar o Fotos do iCloud e a opção Otimizar Armazenamento no iPhone — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/108782) - [Verificação de Segurança no iPhone com iOS 16 ou posterior — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/guide/personal-safety/ips2aad835e1/web) - [Sobre a Proteção de Dispositivo Roubado para iPhone — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/120340) - [Ativar ou desativar os Serviços de Localização e o GPS — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/HT207092) - [Se um app pedir para rastrear sua atividade — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/HT212025) --- # Fotografia noturna e de pôr do sol no iPhone: guia prático > Modo Noite, exposição travada, Longa Exposição, time-lapse noturno e ProRAW: como transformar cenas com pouca luz em fotos com detalhe e cor. - Editoria: Pro - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T15:00:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/pro/fotografia-noturna-por-do-sol-iphone O pôr do sol e a noite são os momentos em que a câmera do celular mais erra sozinha: estoura o céu, escurece o primeiro plano, granula as sombras ou entrega uma foto tremida. Este guia mostra como usar as ferramentas do próprio iPhone para contornar esses problemas, sem app extra. Os passos valem para o **iOS 27**, a versão atual. Recursos que dependem do modelo estão sinalizados. Escolhemos este tema, em vez do guia de vídeo, porque a Apple publica documentação mais completa e verificável sobre modo Noite e exposição. Um guia de vídeo profissional fica para um próximo lote. ### 1. Prepare o equipamento: lente limpa e apoio firme Por que vale a pena: à noite, qualquer marca de dedo na lente vira halo em volta das luzes, e qualquer tremor vira borrão. Esses dois cuidados resolvem metade dos problemas. 1. Limpe as lentes traseira e frontal com um pano de microfibra, sem capa ou película cobrindo a câmera. 2. Se usar capa metálica, suporte magnético ou lente acoplada e as fotos noturnas saírem borradas, a Apple recomenda retirar o acessório e testar de novo. 3. Leve um minitripé ou procure um apoio fixo: mureta, mesa, poste, o teto do carro. ### 2. Pôr do sol: exponha para o céu e trave Por que vale a pena: na contraluz, o iPhone tende a clarear o primeiro plano e a apagar as cores do céu. Baixar a exposição preserva o laranja e o vermelho, e transforma pessoas e árvores em silhuetas. 1. No app **Câmera**, toque numa área clara do céu, perto do sol mas não sobre ele. 2. Arraste o controle de exposição, ao lado do quadro de foco, para baixo até o céu ganhar cor. 3. Mantenha o dedo sobre o ponto até aparecer **Bloqueio AE/AF**. Foco e exposição ficam travados. 4. Recomponha com calma e faça várias fotos. A luz muda rápido nos minutos finais. 5. Para destravar, toque em outro ponto da tela. Em modelos a partir do iPhone 11, também dá para fixar a exposição pelo botão de **Exposição** nos controles da câmera. Para manter o valor depois de fechar o app, use **Ajustes > Câmera > Preservar Ajustes**. ![Pessoa fotografando o pôr do sol com smartphone](/__l5e/assets-v1/c37d94ec-dc21-43c8-94e8-8ba9d10fb7aa/4394861-1600.webp) *Na contraluz, toque no céu e baixe a exposição para manter as cores do entardecer. · Foto: Oliver Schmid / Pexels* ### 3. Composição com a grade: horizonte reto, sol fora do centro Por que vale a pena: horizonte torto é o defeito mais visível em foto de paisagem. A grade resolve isso e ainda ajuda a aplicar a regra dos terços. 1. Ative **Ajustes > Câmera > Grade**. 2. Coloque o horizonte na linha de baixo se o céu for o destaque, ou na linha de cima se o destaque for o reflexo na água ou o primeiro plano. 3. Deixe o sol ou a silhueta principal num dos cruzamentos da grade. ### 4. Modo Noite: deixe o iPhone trabalhar, mas fique parado Por que vale a pena: o modo Noite junta várias capturas para tirar foto clara e com pouco ruído em ambientes escuros. É o recurso mais importante deste guia. Requisito: iPhone 11 ou posterior. 1. Com pouca luz, o modo Noite liga sozinho e o ícone fica amarelo. O número ao lado mostra quantos segundos a captura vai durar. 2. Apoie o aparelho ou segure-o com as duas mãos, cotovelos colados ao corpo. 3. Toque no obturador e aguarde. A mira na tela mostra se você está mexendo o iPhone. Tente manter as duas cruzes alinhadas. 4. Para interromper antes do fim, toque no botão de parar. _Vídeo: How To Take Sharp iPhone Night Photos (iPhone Photography School)_ ### 5. Modo Noite no máximo, com tripé Por que vale a pena: num tripé, o iPhone pode usar tempos de captura bem mais longos, o que revela estrelas, nuvens noturnas e detalhes de paisagens quase sem luz. 1. Monte o iPhone no tripé ou apoie-o numa superfície firme. 2. Toque na seta acima do visor para abrir os controles da câmera. 3. Toque no botão do modo Noite e leve o controle deslizante até **Máx.** 4. Use o timer, se quiser, para que o toque no obturador não balance o aparelho. 5. Fotografe e não encoste no iPhone até a captura terminar. ### 6. Atenção ao flash e à Live Photo Por que vale a pena: muita gente "perde" o modo Noite sem perceber. A Apple informa que ligar a Live Photo ou o flash desativa o modo Noite. 1. Antes de uma foto noturna, confira nos controles da câmera se a **Live Photo** está desligada. 2. Deixe o flash desligado. No modo automático, ele pode disparar sozinho em pouca luz. 3. Se precisar do flash, por exemplo para um rosto muito próximo, ligue-o pelos controles da câmera, ciente de que a foto não usará o modo Noite. ### 7. Selfie, time-lapse e Retrato no modo Noite Por que vale a pena: o modo Noite vai além da câmera traseira na foto comum, mas cada variação tem lista própria de modelos. - **Selfie no modo Noite:** câmera frontal com modo Noite, disponível da série iPhone 12 até a série iPhone 17, incluindo iPhone Air e iPhone 16e, segundo a Apple. - **Time-lapse no modo Noite:** com tripé e pouca luz, o time-lapse aproveita o modo Noite. A lista de modelos é a mesma das selfies, e a página de especificações do iPhone 17 confirma o recurso. - **Retrato no modo Noite:** só modelos Pro, do iPhone 12 Pro ao iPhone 16 Pro, conforme a lista do artigo da Apple. Para fazer um time-lapse noturno: 1. Fixe o iPhone no tripé, de frente para uma cena com movimento: trânsito, nuvens, uma praça. 2. Na Câmera, deslize até **Time-lapse**. 3. Grave por vários minutos. Quanto mais longa a gravação, mais fluido o resultado. O artigo da Apple ainda não cita o iPhone 18 Pro nas listas de selfie, time-lapse e Retrato noturnos. Se você tem esse modelo, teste no aparelho. ![Vista de uma cidade à noite](/__l5e/assets-v1/3037d27d-d833-493b-9eff-52797f170c3e/10860641-1600.webp) *Paisagem urbana noturna: apoio firme e modo Noite fazem mais diferença do que qualquer filtro. · Foto: Ravish Maqsood / Pexels* ### 8. Rastros de luz com Live Photo em Longa Exposição Por que vale a pena: aqui a Live Photo vira aliada. O efeito Longa Exposição funde os quadros e transforma faróis em linhas contínuas e água em superfície sedosa. 1. Nos controles da câmera, ative a **Live Photo**. O modo Noite ficará desligado nesta foto. 2. Apoie o iPhone num ponto fixo, de frente para uma rua movimentada ou uma queda d'água. 3. Fotografe e espere o fim da captura. 4. Abra a foto no app **Fotos**, toque no botão **Live Photo** no topo e escolha **Longa Exposição**. O efeito funciona melhor no começo da noite, quando ainda há um pouco de luz no céu. ![Vista de uma cidade à noite](/__l5e/assets-v1/3037d27d-d833-493b-9eff-52797f170c3e/10860641-1600.webp) *Rastros de luz como estes são o tipo de cena que o efeito Longa Exposição imita. · Foto: Ravish Maqsood / Pexels* ### 9. Escolha a lente mais luminosa Por que vale a pena: com pouca luz, a lente de maior abertura (menor número f) capta mais luz e gera menos ruído. Nas linhas atuais, essa lente é a câmera principal. Aberturas confirmadas nas páginas de especificações da Apple: | Modelo | Principal | Ultra-angular | Teleobjetiva | | --- | --- | --- | --- | | iPhone 18 Pro / Pro Max | ƒ/1.48 a ƒ/4.0 (variável) | ƒ/2.2 | ƒ/2.8 | | iPhone 17 | ƒ/1.6 | ƒ/2.2 | 2x pelo sensor principal, ƒ/1.6 | 1. À noite, prefira fotografar em **1x** e enquadrar chegando mais perto. 2. Use a ultra-angular e a teleobjetiva só quando o enquadramento realmente pedir. ### 10. ProRAW para recuperar o céu depois (só linha Pro) Por que vale a pena: num pôr do sol de contraste extremo, o arquivo ProRAW guarda mais informação nas áreas claras e escuras, e dá mais margem para equilibrar céu e chão na edição. Requisito: iPhone 12 Pro ou posterior, apenas modelos Pro. 1. Ative **Ajustes > Câmera > Formatos > Controle de ProRAW e da Resolução**. 2. Na Câmera, toque no botão de formato no topo para ligar o RAW antes do clique. 3. Edite no app Fotos ou num editor que leia DNG, ajustando exposição e balanço de branco. Lembre que o ProRAW não funciona com Live Photo e ocupa bem mais espaço. Os detalhes estão na matéria da PushTech sobre ProRAW e ProRes. ## Resumo rápido - Lente limpa com microfibra e apoio firme ou tripé. - Pôr do sol: toque no céu, baixe a exposição e segure até **Bloqueio AE/AF**. - Grade ligada em **Ajustes > Câmera > Grade**. - Modo Noite (iPhone 11+): automático, com tempo em segundos; **Máx.** no tripé. - Flash ou Live Photo ligados desativam o modo Noite. - Selfie e time-lapse noturnos: linhas 12 a 17, Air e 16e; Retrato noturno: 12 Pro a 16 Pro. - Rastros de luz: Live Photo > **Longa Exposição**. - Prefira a câmera principal (maior abertura) à noite. - Linha Pro: ProRAW para recuperar céu e sombras. ## Fontes - [Usar o modo Noite no iPhone — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/102519) - [Use as ferramentas de câmera do iPhone para preparar a captura — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/guide/iphone/iph3dc593597/14.0/ios/14.0) - [Tirar e editar Live Photos — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/104966) - [Sobre o Apple ProRAW — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/119916) - [Se a câmera ou o flash do iPhone não estiverem funcionando — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/102514) - [iPhone 18 Pro: especificações técnicas — Apple (Brasil)](https://www.apple.com/br/iphone-18-pro/specs/) - [iPhone 17: especificações técnicas — Apple (Brasil)](https://www.apple.com/br/iphone-17/specs/) --- # ProRAW, ProRes e resolução máxima: os ajustes da câmera do iPhone para quem quer ir além > O que é cada formato, quando vale a pena, quanto espaço ocupa segundo a Apple, como ativar em Ajustes > Câmera > Formatos e quais modelos suportam. - Editoria: Pro - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T14:30:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/pro/proraw-prores-resolucao-maxima-iphone ProRAW e ProRes são os formatos que transformam o iPhone Pro em ferramenta de trabalho para fotógrafos e videomakers. Eles também são os que mais consomem armazenamento e os que menos fazem sentido no uso casual. Este guia explica o que cada um entrega, quando compensa ativar, quanto espaço ocupa (só com números publicados pela Apple), como ligar e quais modelos são compatíveis. Tudo vale para o **iOS 27**, a versão atual do sistema. Resumo da compatibilidade: **ProRAW e ProRes são exclusivos da linha Pro.** Entre os modelos à venda hoje, só iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max têm os dois recursos. As páginas de especificações do iPhone 17 e do iPhone Air listam apenas os formatos de foto HEIF e JPEG. ### 1. Entenda o Apple ProRAW Por que vale a pena: o ProRAW guarda os dados brutos do sensor e, ao mesmo tempo, aproveita o processamento de imagem do iPhone. Na edição, você tem muito mais margem para corrigir exposição, cor e balanço de branco sem degradar a foto. O arquivo sai no formato DNG, padrão da indústria. Ele pode ser editado no próprio app Fotos e em editores de terceiros que leem DNG. Modelos compatíveis: iPhone 12 Pro e todos os modelos Pro posteriores, incluindo iPhone 18 Pro e 18 Pro Max. Na linha 18 Pro, a Apple informa suporte a ProRAW também na câmera frontal. Quando usar: - cenas de alto contraste em que você pretende recuperar sombras e altas luzes na edição; - fotos que vão para impressão ou para um fluxo profissional (Lightroom, Capture One e similares); - situações de luz mista em que o balanço de branco automático costuma errar. Quando não usar: fotos do dia a dia, que você só compartilha. O ganho não aparece e o arquivo fica muito maior. ### 2. Ative o ProRAW 1. Abra **Ajustes > Câmera > Formatos**. 2. Em **Captura de Foto**, ative **Controle de ProRAW e da Resolução**. 3. Abra o app **Câmera**. Um botão de formato/resolução aparece no topo da tela. 4. Toque nesse botão para alternar entre captura normal e RAW antes de fotografar. Nos modelos Pro a partir do iPhone 14 Pro, mantenha pressionado o seletor de resolução no topo da Câmera para ver três opções: | Opção | O que faz | Disponibilidade | | --- | --- | --- | | **HEIF Max** | foto comprimida (HEIF) em até 48 MP | modelos compatíveis com 48 MP | | **RAW 12** | ProRAW em 12 MP | modelos Pro | | **RAW Max** | ProRAW em até 48 MP | só modelos Pro | _Vídeo: Tudo sobre o Apple ProRAW (MacMagazine)_ ### 3. Quanto espaço o ProRAW ocupa Números informados pela Apple: - ProRAW em **12 MP**: cerca de **25 MB** por foto. - ProRAW em **48 MP**: cerca de **75 MB** por foto. - No geral, um arquivo ProRAW fica **10 a 12 vezes maior** que o mesmo clique em HEIF ou JPEG. Na prática, com 75 MB por foto, um iPhone com 10 GB livres guarda pouco mais de 130 imagens em RAW Max. Faça a conta antes de uma viagem ou de um evento. ### 4. As limitações do ProRAW e da resolução máxima Por que vale a pena saber: o RAW Max não está disponível em todo clique, e muita gente estranha quando o arquivo sai menor do que o esperado. - A resolução de **48 MP** só vale para a câmera principal em **1x**. - Fotos com ultra-angular, teleobjetiva, modo Noite, flash ou macro são salvas em **12 MP** nos modelos cobertos pelo artigo da Apple. - O ProRAW **não funciona** com Live Photos, no modo Retrato nem durante gravação de vídeo. Na linha iPhone 18 Pro, a página de especificações informa câmeras ultra-angular e teleobjetiva Fusion de 48 MP e macro em 48 MP. Para saber como o seu modelo se comporta em cada lente, teste no aparelho antes de um trabalho importante. ![Lente de câmera sobre uma superfície branca](/__l5e/assets-v1/279ad122-9da4-4fe1-9398-0cb58955b882/13820811-1600.webp) *ProRAW grava mais dados do sensor e dá margem para editar cor e exposição. · Foto: Arturo A / Pexels* ### 5. Entenda o Apple ProRes Por que vale a pena: o ProRes é o codec de vídeo da Apple feito para pós-produção. Ele comprime pouco e, por isso, edita com fluidez em várias trilhas ao mesmo tempo e aguenta correção de cor pesada. Modelos compatíveis: iPhone 13 Pro, 14 Pro, 15 Pro, 16 Pro e 17 Pro (versões Pro e Pro Max), além do iPhone 18 Pro e 18 Pro Max, cuja página de especificações lista ProRes, ProRes RAW e Apple Log 2. Quando usar: projetos que vão para correção de cor ou para uma ilha de edição profissional, e gravações que precisam combinar com câmeras de cinema. Para vídeos de redes sociais, o HEVC padrão atende muito bem. ### 6. Ative e grave em ProRes 1. Abra **Ajustes > Câmera > Formatos** e ative **Apple ProRes**. 2. No iPhone 18 Pro e 18 Pro Max, na primeira vez, toque em **Configurar Armazenamento de Vídeo Profissional**, defina quanto espaço reservar e confirme em **Atualizar Armazenamento de Vídeo Profissional**. O mesmo caminho serve depois para alterar ou liberar essa reserva. 3. No iPhone 17 Pro e 18 Pro, escolha o tipo de Log em **Ajustes > Câmera > Formatos > Codificação de vídeo ProRes Log** (**Log** ou **Log 2**). 4. No app **Câmera**, entre no modo **Vídeo**, toque nos valores de resolução e taxa de quadros no canto da tela e escolha uma opção de ProRes. 5. Grave normalmente. O ProRes funciona em todas as câmeras, inclusive a frontal, mas não nos modos Cinema, Câmera Lenta e Time-lapse. ### 7. Quanto espaço o ProRes ocupa e o que cada armazenamento libera A Apple não publica um tamanho em MB por minuto. Ela informa que os arquivos ProRes podem ficar **até 30 vezes maiores** que os HEVC e que a gravação exige pelo menos **10% do armazenamento livre**. O armazenamento do aparelho limita os formatos disponíveis na gravação interna: | Armazenamento | Resolução e taxa de quadros em ProRes | Modelos | | --- | --- | --- | | 128 GB | 1080p a 30 e 25 qps | todos os compatíveis | | 256 GB ou mais | 1080p a 60, 30 e 25 qps; 4K a 30, 25 e 24 qps | todos os compatíveis | | 256 GB ou mais | 4K a 60 qps | 15 Pro, 16 Pro e 17 Pro | | 256 GB ou mais | 4K a 120 qps | 16 Pro e 17 Pro | A linha iPhone 18 Pro começa em 256 GB e chega a 2 TB. A página de especificações informa ProRes até 4K a 120 qps na câmera traseira com gravação externa, e até 4K a 60 qps na frontal. ### 8. Grave ProRes direto em um SSD externo Por que vale a pena: a gravação externa elimina o gargalo do armazenamento interno e acelera o envio do material para o computador. Requisito: iPhone 15 Pro ou posterior da linha Pro. 1. Formate o SSD em **exFAT**, sem criptografia por senha. 2. Conecte-o pela porta USB-C com um cabo USB 3 de pelo menos **10 Gbps**. 3. Confira a velocidade de gravação do disco: a Apple pede no mínimo **220 MB/s** para 4K a 60 qps e **440 MB/s** para 4K a 120 qps. 4. Para 4K a 120 qps, reformate o disco antes de cada sessão. 5. Grave. Para voltar a gravar no iPhone, desconecte o disco. ### 9. Log: a base para correção de cor séria Por que vale a pena: gravar em Log preserva o máximo de faixa dinâmica, mas a imagem sai "lavada" de propósito e precisa de correção de cor depois. - Do iPhone 13 Pro ao 15 Pro, a gravação ProRes no armazenamento interno pode ser em HDR, SDR ou Log. - No iPhone 16 Pro e 17 Pro, as opções são HDR ou Log. - No iPhone 18 Pro, a Apple lista **Apple Log 2** nas câmeras traseira e frontal, além de compatibilidade com o padrão ACES (Academy Color Encoding System). Se você não vai corrigir a cor, não grave em Log. ### 10. Antes de ativar: confira o espaço livre 1. Abra **Ajustes > Geral > Armazenamento do iPhone**. 2. Veja o espaço disponível e as recomendações de otimização no topo da tela. 3. Libere espaço, ou ative a otimização das Fotos do iCloud (veja a matéria sobre bateria, armazenamento e privacidade), antes de sessões longas em ProRAW ou ProRes. ## Resumo rápido - **ProRAW:** iPhone 12 Pro ou posterior (só Pro). Caminho: **Ajustes > Câmera > Formatos > Controle de ProRAW e da Resolução**. - ProRAW ocupa cerca de 25 MB (12 MP) ou 75 MB (48 MP) por foto; 48 MP só na câmera principal em 1x. - **ProRes:** iPhone 13 Pro ou posterior (só Pro). Caminho: **Ajustes > Câmera > Formatos > Apple ProRes**. - ProRes pode ser até 30 vezes maior que HEVC; 4K exige 256 GB ou mais; deixe 10% do armazenamento livre. - SSD externo (15 Pro ou posterior): exFAT, cabo de 10 Gbps, 220 MB/s (4K60) ou 440 MB/s (4K120). - iPhone 17 e iPhone Air não têm ProRAW nem ProRes; o iPhone 18 Pro soma ProRes RAW e Apple Log 2. ## Fontes - [Sobre o Apple ProRAW — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/119916) - [Grave vídeo em ProRes com a câmera do iPhone (iOS 27) — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/guide/iphone/iphde02c478d/ios) - [Sobre o Apple ProRes no iPhone — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/109041) - [iPhone 18 Pro: especificações técnicas — Apple (Brasil)](https://www.apple.com/br/iphone-18-pro/specs/) - [iPhone 17: especificações técnicas — Apple (Brasil)](https://www.apple.com/br/iphone-17/specs/) - [Como verificar o armazenamento no iPhone e iPad — Apple Support](https://support.apple.com/pt-br/HT201656) --- # Do WhatsApp ao drone: quanto da fazenda brasileira já é digital, e o que isso muda na lavoura > Oito em cada dez produtores usam alguma ferramenta digital, mas sensores e automação ainda são minoria. Entenda como a tecnologia entra na decisão de campo. - Editoria: Por Trás - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T14:00:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/por-tras/agricultura-digital-na-fazenda-brasileira Quando se fala em agricultura digital, a imagem que costuma vir à mente é a de um drone sobrevoando a soja ou de um trator que se guia sozinho por satélite. Os dados mostram um quadro mais modesto e mais interessante: a digitalização do campo brasileiro começou pelo celular, pela internet e pelo WhatsApp, e só uma parcela menor dos produtores chegou aos sensores, à automação e à aplicação localizada de insumos. Entender essa distância ajuda a separar o que já é rotina do que ainda é promessa. ## O que é, afinal, agricultura digital Pesquisadores da Embrapa e do Inpe tratam a agricultura digital como o uso de tecnologias de informação ao longo de toda a cadeia de produção: da internet e dos aplicativos de gestão ao sensoriamento remoto, aos sensores de campo e às máquinas automatizadas. Uma revisão de 2024 publicada no repositório da Embrapa propõe uma divisão útil em dois grupos. O primeiro reúne ferramentas de **gestão da propriedade**, como monitoramento da produção, sensoriamento remoto e internet móvel. O segundo reúne tecnologias de **apoio à produção no campo**, como amostragem georreferenciada de solo, aplicação de insumos a taxa variável, sistemas de orientação de máquinas e irrigação mais eficiente. A agricultura de precisão é um subconjunto desse universo: a ideia de tratar cada parte do talhão de acordo com sua necessidade, em vez de aplicar a mesma dose em toda a área. ## Quanto o produtor já adota O retrato mais completo continua sendo a pesquisa feita por **Embrapa, Sebrae e Inpe em 2020**, com coleta entre 17 de abril e 2 de junho daquele ano. Segundo a Revista Pesquisa Fapesp, ela ouviu 504 produtores e 249 empresas e prestadores de serviço em 556 municípios. O principal número: **84,1%** dos produtores usavam ao menos uma tecnologia digital. O detalhamento mostra onde essa adoção está concentrada. Segundo a Agência Sebrae: - **70,4%** usavam a internet para atividades ligadas à produção; - **57,5%** usavam aplicativos ou softwares para obter ou compartilhar informações da propriedade; - **22,2%** usavam aplicativos ou softwares de gestão da propriedade e da produção. Já as tecnologias de campo propriamente ditas eram minoria. De acordo com a Revista Pesquisa Fapesp, o sensoriamento remoto (drones, satélites e aviões) era usado por **17%** dos produtores, os sensores proximais por **16%** e os sistemas automatizados ou robotizados por **7%**. O perfil da amostra ajuda a explicar: 72% tinham estabelecimentos de até 50 hectares. Uma pesquisa privada aponta na mesma direção para os produtores maiores. Na edição de 2022 do levantamento "Mente do Agricultor Brasileiro", a McKinsey informa que **71%** dos agricultores pesquisados usavam canais digitais na jornada de compras e que cerca de **50%** já adotavam ou planejavam adotar tecnologias de agricultura de precisão nas duas safras seguintes, com destaque para produtores jovens e grandes produtores de grãos. ## A base de tudo: conectividade Nenhuma dessas ferramentas funciona sem sinal. O Censo Agropecuário 2017 do IBGE registrou **1.425.323** produtores com acesso à internet, ante cerca de 75 mil em 2006. É um salto enorme, mas ainda uma fração dos **5.072.152** estabelecimentos contados nos resultados preliminares do mesmo censo. Entre os que tinham acesso, 63,77% usavam internet móvel. Na pesquisa de 2020, a falta ou a baixa qualidade da conexão aparecia como segunda maior barreira, citada por **47,8%** dos produtores, atrás apenas do custo de máquinas, equipamentos e aplicativos (**67,1%**). Outros entraves eram o custo de contratar prestadores especializados (44%) e o desconhecimento sobre quais tecnologias eram adequadas (40,9%). ![Vista aérea de um trator em uma plantação](/__l5e/assets-v1/290d51eb-86ee-461c-a08c-29322d84d5c1/33326122-1600.webp) *Irrigação eficiente está entre as tecnologias de apoio à produção no campo · Foto: Mark Stebnicki / Pexels* ## Como a tecnologia entra na decisão de campo Na prática, a agricultura digital funciona em três etapas: coletar dados, transformar dados em mapas e usar os mapas para agir. **1. Ver de cima.** Satélites e drones geram imagens que revelam diferenças de vigor da lavoura, falhas de plantio ou erosão. Em escala nacional, o mesmo princípio está na base de políticas públicas: segundo a Mongabay, o Inpe produziu para o Ministério da Agricultura um mapa de desmatamento de todo o território, com polígonos a partir de 0,5 hectare, usado na plataforma oficial de rastreabilidade Agro Brasil + Sustentável. No setor privado, a Sibium Analytics, comprada pela xFarm em setembro, diz que suas soluções de sensoriamento chegam a mais de 8 milhões de hectares de cana. **2. Medir no chão.** Sensores proximais e análises rápidas de solo complementam a imagem aérea. Um exemplo é a Agrorobótica, incubada na Embrapa Instrumentação, que usa laser e inteligência artificial para analisar o solo. Segundo o Startups, a análise leva 20 segundos, ante até 20 dias pelo método tradicional de laboratório. **3. Agir com precisão.** Com os mapas em mãos, o produtor pode aplicar insumos a taxa variável ou redesenhar estruturas da propriedade. Um caso divulgado pela Embrapa Soja em 20 de outubro mostra o método em ação. Em parceria com a Itaipu Binacional, pesquisadores usaram modelos de elevação feitos por drone e software para redimensionar terraços em 115 hectares de uma microbacia em Toledo (PR). Os 43 terraços considerados ineficientes deram lugar a 29 novos, e a capacidade de retenção de água subiu de 22 mm para 71 mm. "Nosso foco é aprimorar o dimensionamento do sistema de terraceamento", explicou o pesquisador Júlio Franchini à Embrapa. ![Vista aérea de um trator em uma plantação](/__l5e/assets-v1/290d51eb-86ee-461c-a08c-29322d84d5c1/33326122-1600.webp) *A aplicação localizada de insumos depende de mapas feitos a partir de imagens e sensores · Foto: Mark Stebnicki / Pexels* _Vídeo: Embrapa busca novas possibilidades de aplicação das geotecnologias - Marcus Neves - 17/10/22 (Planeta Campo)_ ## O caso dos drones de pulverização Os drones são a face mais visível da mudança e também a que mais expõe a falta de regras e de mão de obra. A operação aeroagrícola com drones é regida pela Portaria nº 298 do Mapa, publicada em setembro de 2021. Segundo o Canal Rural, ela exige registro do operador no Sipeagro, aeronaves regularizadas na Anac, um profissional com curso de aplicador aeroagrícola remoto e, em certos casos, um engenheiro agrônomo ou florestal como responsável técnico. Levantamento publicado pelo Economic News Brasil em outubro aponta que o cadastro da Anac tem pouco mais de 13 mil drones declarados para a atividade aeroagrícola, enquanto estimativas do setor falam em frotas bem maiores. A mesma reportagem cita pesquisa do Sindag, com mais de 40 empresas, na qual 85% disseram não encontrar profissionais qualificados para operar drones. O Mapa informou que a revisão da Portaria 298 deveria seguir até o primeiro semestre de 2026, e a página de acompanhamento ainda não registrava conclusão em outubro. ## Os limites dos números Há uma ressalva importante: o principal retrato da adoção digital no Brasil tem seis anos. A pesquisa Embrapa/Sebrae/Inpe foi feita durante a pandemia, por questionário online, o que tende a favorecer quem já está conectado. O Censo Agropecuário mais recente com dados de internet é de 2017. Desde então, a oferta de drones, plataformas e inteligência artificial cresceu, mas não há uma medição pública nacional e atualizada com o mesmo nível de detalhe. A própria revisão de 2024 publicada pela Embrapa aponta a falta de estudos com microdados de produtores de soja sobre os fatores e os impactos dessa adoção. ## O que observar daqui para frente - **Dados atualizados de adoção:** uma nova rodada de pesquisa nacional sobre agricultura digital ajudaria a medir quanto sensores, drones e automação avançaram desde 2020. - **Conectividade nas lavouras, não só nas sedes:** a conexão na casa do produtor não garante sinal no talhão, onde máquinas e sensores precisam operar. - **Nova regra para drones:** a conclusão da revisão da Portaria 298 vai definir exigências para um mercado que cresce mais rápido que a formação de operadores. - **Rastreabilidade como motor:** com a lei antidesmatamento europeia valendo a partir de 30 de dezembro de 2026, mapas por satélite e georreferenciamento passam de ferramenta agronômica a requisito comercial. - **Custo e assistência técnica:** sem crédito e sem consultoria acessível, as tecnologias de precisão tendem a ficar concentradas nos grandes produtores. ## Fontes - [Pesquisa inédita revela comportamento do produtor rural: 84,1% acessam tecnologias digitais — Agência Sebrae de Notícias](https://agenciasebrae.com.br/?p=4487) - [O campo digitalizado — Revista Pesquisa Fapesp](https://revistapesquisa.fapesp.br/o-campo-digitalizado/) - [Tendências, desafios e oportunidades da Agricultura Digital no Brasil — Embrapa (Repositório Alice)](https://www.alice.cnptia.embrapa.br/handle/doc/1138840?locale=en) - [Determinantes de adoção de tecnologia de agricultura digital por produtores de grãos: uma revisão — Embrapa (Repositório Alice)](https://www.alice.cnptia.embrapa.br/handle/doc/1171504?locale=en) - [Censo Agro 2017: resultados preliminares — Agência IBGE Notícias](https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/pt/agencia-sala-de-imprensa/21905-censo-agro-2017-resultados-preliminares-mostram-queda-de-2-0-no-numero-de-estabelecimentos-e-alta-de-5-na-area-total.html?lang=pt-BR) - [Mente do Agricultor Brasileiro — McKinsey & Company](https://mente-do-agricultor.mckinsey.com) - [Geotecnologia usada no redimensionamento de terraços favorece a conservação do solo — Embrapa](https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/148877537/geotecnologia-usada-no-redimensionamento-de-terracos-favorece-a-conservacao-do-solo) - [Mapa regulamenta o uso de drones em atividades agropecuárias — Canal Rural](https://www.canalrural.com.br/noticias/mapa-regulamenta-o-uso-de-drones-em-atividades-agropecuarias/) - [Drones agrícolas avançam no Brasil e expõem um ponto cego no agronegócio — Economic News Brasil](https://economicnewsbrasil.com.br/2026/10/02/drones-agricolas-no-brasil/) - [VOX aporta R$ 10,8M em agtech que une laser e IA para analisar solo — Startups](https://startups.com.br/negocios/agtech/vox-aporta-r-108m-em-agtech-que-une-laser-e-ia-para-analisar-solo/) - [xFarm compra Sibium Analytics para somar as "doces receitas" da cana aos seus negócios no Brasil — AgFeed](https://agfeed.com.br/agtech/xfarm-compra-sibium-analytics-para-somar-as-doces-receitas-da-cana-aos-seus-negocios-no-brasil) - [Brazil gov't builds map to help exporters comply with EU anti-deforestation rule — Mongabay](https://news.mongabay.com/2026/02/brazil-govt-builds-map-to-help-exporters-comply-with-eu-anti-deforestation-rule/) --- # Alice capta US$ 40 milhões em Série D liderada pelo IFC e aposta em IA no plano de saúde > Healthtech paulistana atrai IFC, DEG e Finnfund, diz ter mais de 100 mil membros e quer usar IA para reduzir custo administrativo - Editoria: Aportes - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T13:30:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/aportes/alice-serie-d-ifc A Alice, healthtech paulistana que opera planos de saúde empresariais, captou US$ 40 milhões em uma Série D liderada pelo IFC, braço de investimento privado do Banco Mundial. A rodada foi publicada pela Startups em 19 de outubro. Também entraram duas financiadoras de desenvolvimento estreantes na empresa, a alemã DEG e a finlandesa Finnfund. Os acionistas Kaszek, ThornTree Capital e Canary acompanharam. O valuation não foi divulgado. O dinheiro vai, em termos gerais, para ampliar o uso de inteligência artificial e lançar produtos baseados nela. Um deles é a Alice AI, assistente no aplicativo que usa o histórico de cada membro para orientar o acesso a telemedicina, especialistas e hospitais. ## Os números apresentados Segundo a empresa, a Alice tem mais de 100 mil membros. Em 2021 eram cerca de 6 mil. A receita recorrente passa de R$ 1,2 bilhão, com crescimento anual de cerca de 70%. A empresa também diz ter reduzido em 18% o custo das operações de cuidado e em 12,5% o tempo de espera. A meta é levar o custo administrativo para cerca de 2% da receita. Pela estimativa da própria Alice, o mercado fica entre 7,5% e 12%. Nenhum desses dados foi auditado de forma independente, e as fontes não informam se a operação já dá lucro. O cofundador e CEO André Florence disse à Startups que a virada para um modelo centrado em IA foi deliberada: "Fizemos um esforço intencional e organizado para que a Alice se tornasse essa empresa." _Vídeo: Alice: Plano de Saúde como deve ser. (Alice)_ ## Histórico de rodadas A Alice foi criada em 2019 por André Florence, Matheus Moraes e Guilherme Azevedo, segundo o NeoFeed. As rodadas confirmadas em fontes abertas: - **Série B (fevereiro de 2021):** US$ 33,3 milhões, liderados pela ThornTree Capital Partners, com Endeavor Catalyst, Kaszek, Canary e Maya Capital (NeoFeed). Antes dela, a empresa tinha levantado cerca de US$ 14,5 milhões; - **Série C (dezembro de 2021):** US$ 127 milhões, liderados pelo SoftBank, com Kaszek, ThornTree, Allen & Company, G Squared, Globo Ventures e StepStone (Tecnoblog); - **Extensão da Série C (fevereiro de 2025):** US$ 22 milhões, com Kaszek, ThornTree, Canary e Globo Ventures (Startups); - **Série D (outubro de 2026):** US$ 40 milhões, liderados pelo IFC. O caminho até aqui teve ajustes. Segundo a Startups, a Alice passou a vender apenas para empresas a partir de 2023, comprou cerca de 16 mil vidas da QSaúde e fechou unidades próprias de atendimento. Em fevereiro de 2025, tinha 42 mil membros e receita anualizada de R$ 465 milhões. Na rodada atual, a Canary informou que comprou a participação do SoftBank, que deixou o conselho. ![Profissional de saúde mostrando imagens médicas](/__l5e/assets-v1/1bc5a153-701b-4a1d-a01f-a07e2ea24933/6010873-1600.webp) *Assistente de IA da Alice usa o histórico do membro, mas não faz diagnóstico, segundo a empresa · Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels* ## O que o aporte sinaliza O dado mais revelador está na lista de investidores. IFC, DEG e Finnfund são instituições de financiamento ao desenvolvimento. Elas costumam investir em empresas com escala e governança já estabelecidas, e não em apostas de fase inicial. A entrada delas, junto com a troca do SoftBank pela Canary, sugere que a base acionária está ficando mais estável depois do ciclo de 2021, quando a empresa levantou seu maior cheque. Há dois limites para essa leitura. O primeiro é que o valor de US$ 40 milhões é bem menor que a Série C de 2021, e a avaliação da empresa não foi revelada. Não dá para afirmar, portanto, se a rodada foi feita com valorização. O segundo é que a promessa central, reduzir o custo administrativo com IA, depende de números que por enquanto vêm só da própria Alice. Os próximos balanços e a evolução da sinistralidade vão mostrar se a estratégia se sustenta em um setor de margens apertadas. ## Fontes - [Alice capta US$ 40M para ser healthtech AI-first — Startups](https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/alice-capta-us-40m-para-ser-healthtech-ai-first/) - [Alice raises $40M Series D led by IFC — LatamList](https://latamlist.com/alice-raises-40m-series-d-led-by-ifc/) - [Alice capta US$ 22 milhões em extensão da série C — Startups](https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/alice-capta-us-22-milhoes-em-extensao-da-serie-c/) - [Com aporte de R$ 180 milhões, Alice reforça a onda das healthtechs — NeoFeed](https://neofeed.com.br/startups/com-aporte-de-r-180-milhoes-alice-reforca-a-onda-das-healthtechs) - [Startup brasileira de planos de saúde recebe US$ 127 mi do Softbank — Tecnoblog](https://tecnoblog.net/noticias/startup-alice-recebe-investimento-de-us-127-mi-liderado-pelo-softbank/) - [Os planos de crescimento e contratação desta healthtech mesmo em cenário adverso — Bloomberg Línea](https://www.bloomberglinea.com/br-pt/os-planos-de-crescimento-e-contratacao-desta-healthtech-mesmo-em-cenario-adverso/) --- # Chips para diagnóstico, cana digital e fatia na Grão Direto: os negócios das agtechs entre setembro e outubro > Doroth capta R$ 23 milhões, xFarm compra a Sibium, Minerva vira sócia da Grão Direto e BioinFood obtém R$ 7,9 milhões da Finep. - Editoria: Aportes - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T13:00:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/aportes/aportes-agtechs-setembro-outubro-2026 Sem megarrodadas, o período entre 1º de setembro e 21 de outubro de 2026 trouxe um retrato do momento das agtechs brasileiras: capital privado para deeptech, consolidação por compradores estrangeiros, troca de sócios com entrada de grandes indústrias e dinheiro público de inovação financiando biotecnologia. A PushTech reuniu quatro operações anunciadas no intervalo. ## Doroth: R$ 23 milhões para fabricar chips de diagnóstico A deeptech Doroth, de Piracicaba (SP), anunciou em 1º de setembro uma rodada de R$ 23 milhões liderada pela empresa de biotecnologia Loccus, segundo o Startups. O pacote combina capital privado com recursos de editais da Finep e da Fapesp. A MOA Ventures assessorou a Loccus, e a S4 Consultoria atuou como assessora financeira exclusiva da Doroth. Fundada em 2019, a empresa desenvolve diagnóstico molecular para o campo. De acordo com o AgFeed, parte dos recursos vai para uma planta automatizada com capacidade para 4 milhões de chips por ano. Hoje a produção é de 30 chips por dia, com meta de 10 por minuto. Segundo a empresa, um teste tradicional de PCR pode levar mais de 30 dias até o resultado. A Doroth tem como fundadores Rodrigo Gurdos, atual CEO, Camila Amaral e Samuel Oliveira. ## xFarm compra a Sibium e entra na cana A suíça xFarm Technologies anunciou em 15 de setembro a compra da Sibium Analytics, de Ribeirão Preto (SP), especializada no setor sucroenergético. O valor não foi divulgado. Segundo o AgFeed, a operação teve assessoria da IGC Partners e apoio da BlackRock, ao lado de investidores antigos e novos da xFarm. A Sibium tem mais de 15 anos de mercado e soluções usadas em mais de 8 milhões de hectares de cana, segundo as empresas. Entre os produtos estão a plataforma de sensoriamento remoto Sigma Digital e a Ambium Digital, de rastreabilidade e conformidade ESG. Tereos, São Martinho, Santa Terezinha e Colombo aparecem entre os clientes. A xFarm, que em 2025 já havia incorporado a brasileira CheckPlant, dona do Farmbox, pretende levar esse software aos fornecedores de cana das usinas atendidas pela Sibium. ## Minerva Foods vira sócia da Grão Direto A Minerva Foods comprou a participação de um dos primeiros investidores da agfintech Grão Direto, de Uberaba (MG), em uma transação secundária revelada pelo AgFeed em 21 de setembro. Não houve dinheiro novo na startup, e nem o tamanho da fatia nem o preço foram divulgados. O vendedor foi um fundo de venture capital de estágio inicial que não teve o nome revelado. A plataforma de comercialização digital de grãos movimentou 12 milhões de toneladas no ano passado, segundo o AgFeed, e espera praticamente dobrar o volume em 2026. Pedro Sampaio, gerente de Planejamento Estratégico e CVC da Minerva, afirmou em nota: "Acreditamos que existe muito espaço para inovação em nosso mercado". A Grão Direto já tem no quadro de sócios nomes como Kaszek, Cargill, ADM, Bradesco e SLC Ventures. _Vídeo: Minerva entre os gigantes da Grão Direto (AgFeed)_ ## BioinFood: R$ 7,9 milhões da Finep para leveduras A BioinFood, de Campinas (SP), recebeu financiamento de R$ 7,9 milhões da Finep para desenvolver leveduras voltadas ao mercado de biológicos, segundo o AgFeed de 7 de outubro. O título da reportagem arredonda o valor para R$ 8 milhões. O texto não detalha se o recurso é subvenção ou crédito. O projeto deve durar três anos, e a equipe passou de 6 para 15 pessoas em 2026, com meta de 30 a 35 até 2030. A empresa já havia captado R$ 8,3 milhões em fontes como Fapesp, CNPq, Embrapii, GFI e Fundo JBS pela Amazônia. ## No radar: rodadas em aberto A agtech de pecuária iRancho abriu uma rodada de R$ 10 milhões, segundo o AgFeed de 12 de setembro, com conclusão esperada para o primeiro trimestre de 2027. A empresa diz ter voltado ao breakeven e projeta receita entre R$ 10,5 milhões e R$ 11 milhões em 2026. Por ainda não ter sido fechada, a operação não entra na tabela abaixo. ## O que o período mostra O movimento combina três vetores: corporações do agro comprando posição em plataformas que tocam suas cadeias, como a Minerva na Grão Direto; consolidação de software agrícola por grupos estrangeiros, como a xFarm na cana; e deeptechs apoiadas em fomento público para atravessar a fase de escala industrial, como Doroth e BioinFood. ## Fontes - [Deeptech Doroth capta R$ 23M em rodada liderada pela Loccus — Startups](https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/deeptehc-doroth-capta-r-23m-em-rodada-liderada-pela-loccus/) - [Doroth capta R$ 23 milhões para levar diagnóstico molecular ao campo e produzir chips em escala — AgFeed](https://agfeed.com.br/agtech/doroth-capta-r-23-milhoes-para-levar-diagnostico-molecular-ao-campo-e-produzir-chips-em-escala) - [xFarm compra Sibium Analytics para somar as "doces receitas" da cana aos seus negócios no Brasil — AgFeed](https://agfeed.com.br/agtech/xfarm-compra-sibium-analytics-para-somar-as-doces-receitas-da-cana-aos-seus-negocios-no-brasil) - [EXCLUSIVO: Minerva Foods compra participação e se torna investidora da Grão Direto — AgFeed](https://agfeed.com.br/agtech/exclusivo-minerva-foods-compra-participacao-e-se-torna-investidora-da-grao-direto) - [Minerva compra participação na agfintech Grão Direto — Let's Money](https://letsmoney.com.br/fintech/minerva-participacao-grao-direto-agfintech/) - [Com R$ 8 milhões da Finep, BioinFood aposta em leveduras para "nutrir" o mercado de biológicos — AgFeed](https://agfeed.com.br/agtech/com-r-8-milhoes-da-finep-bioinfood-aposta-em-leveduras-para-nutrir-o-mercado-de-biologicos) - [iRancho volta ao breakeven, abre rodada de R$ 10 milhões e sonha com virar "banco" — AgFeed](https://agfeed.com.br/agtech/irancho-volta-ao-breakeven-abre-rodada-de-r-10-milhoes-e-sonha-em-virar-banco) --- # OpenAI libera GPT-6 para todos os planos do ChatGPT e passa a responder com gráficos, formulários e botões > Recurso Intelligent UI monta interfaces dentro da conversa; usuários gratuitos recebem a versão Luna, e quatro modelos antigos saem da API em janeiro. - Editoria: Radar - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T12:30:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/radar/gpt-6-chatgpt-todos-os-planos A OpenAI liberou o GPT-6 para todos os planos do ChatGPT, incluindo o gratuito, junto com um recurso chamado Intelligent UI: em vez de responder só com texto, o assistente pode montar gráficos, formulários, botões e pequenas ferramentas interativas dentro da conversa. O anúncio foi feito em 7 de outubro. Os assinantes Plus, Pro, Business e Enterprise receberam a novidade no mesmo dia; os planos Free e Go, a partir do dia seguinte. A empresa diz que o ChatGPT tem mais de 1,2 bilhão de usuários por semana. ## Dois modelos, um nome O GPT-6 não é igual para todos. Nos planos pagos (Plus, Pro, Business e Enterprise), quem responde é o GPT-6 Sol. Nos planos Free e Go, a versão é o GPT-6 Luna. No Enterprise, o acesso depende de liberação pelo administrador da empresa. Os modelos usados nas áreas Work e Codex, voltadas a tarefas de trabalho e programação, não mudaram. Segundo a OpenAI, os primeiros modelos GPT-6 haviam sido lançados no mês anterior apenas para clientes pagantes. A liberação de outubro amplia o acesso. ## O que muda na prática O Intelligent UI é a parte mais visível. A OpenAI dá exemplos como um mapa para planejar uma viagem de carro, explicações em que o usuário altera valores e vê o resultado mudar, e ferramentas sob medida, como uma calculadora ou um divisor de contas criados a pedido. Perguntas simples continuam recebendo texto, mas o usuário pode pedir uma interface visual. A empresa descreveu a novidade como um passo para um ChatGPT que "molda uma interface em torno do que você está tentando fazer". Há também ganho de velocidade. Em perguntas que exigem busca na web, o GPT-6 Instant começa a responder, em média, 44% mais cedo que o GPT-5.6 Instant, segundo dados da própria OpenAI. A empresa afirma ainda que o modelo decide melhor quando pesquisar na internet e resiste mais a tentativas de burlar suas regras de segurança. _Vídeo: Introducing GPT-6 in ChatGPT with Intelligent UI (OpenAI)_ ## Os pontos de atenção O Gizmodo lembrou que a ideia se parece com a "Generative Interface" que o Google apresentou com o Gemini 3. A reportagem também apontou dois riscos: elementos visuais podem consumir mais rapidamente o limite de uso dos assinantes e abrem uma nova camada para alucinações, como são chamados os erros em que a IA apresenta informação falsa com aparência de verdadeira. Um gráfico bem desenhado com números errados pode ser mais convincente que um parágrafo errado. ## Recado para desenvolvedores Uma semana depois, em 14 de outubro, a OpenAI publicou o cronograma de aposentadoria de quatro modelos na API, a interface usada por empresas para integrar a IA a seus produtos: GPT-4o, GPT-4o mini, GPT-4.1 e GPT-4.1 mini deixam de funcionar em 14 de janeiro de 2027. Versões ajustadas (fine-tuned) desses modelos seguem o mesmo prazo. O substituto recomendado é o gpt-6-luna. ## Por que importa A mudança desloca o ChatGPT de uma caixa de conversa para algo mais próximo de um aplicativo que se reconfigura a cada pedido, disputa direta com o Google, que segue a mesma direção. Para empresas que usam a API, o efeito é mais concreto: quem construiu produtos sobre o GPT-4o ou o GPT-4.1 tem menos de três meses para migrar e testar o comportamento do novo modelo. ## E no Brasil? O comunicado da OpenAI fala em lançamento global e não menciona restrições regionais. Empresas brasileiras com integrações na API estão sujeitas ao mesmo prazo de 14 de janeiro de 2027. ## Fontes - [GPT-6 for everyone — OpenAI](https://openai.com/index/gpt-6-for-everyone/) - [Deprecations — OpenAI API Docs](https://developers.openai.com/api/docs/deprecations) - [OpenAI wants ChatGPT to stop looking like a chatbot — Gizmodo](https://gizmodo.com/openai-wants-chatgpt-to-stop-looking-like-a-chatbot-2000823211) --- # TSMC tem lucro recorde de NT$ 763 bilhões no 3º trimestre e diz que demanda por IA ainda supera sua capacidade > Maior fabricante de chips sob encomenda do mundo elevou o lucro em 68,7% em um ano e projeta receita de até US$ 54,3 bilhões no quarto trimestre. - Editoria: Radar - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T12:00:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/radar/tsmc-lucro-recorde-terceiro-trimestre A TSMC, maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, registrou lucro líquido recorde de NT$ 763,06 bilhões (dólares taiwaneses) no terceiro trimestre de 2026, alta de 68,7% em relação ao mesmo período de 2025. No anúncio, feito em 15 de outubro, o presidente do conselho e CEO, C.C. Wei, afirmou que a demanda por chips de inteligência artificial continua acima do que a empresa consegue produzir. A receita consolidada do trimestre encerrado em 30 de setembro chegou a NT$ 1,494 trilhão, o equivalente a US$ 46,72 bilhões, segundo o comunicado oficial. O crescimento foi de 50,9% em um ano e de 17,6% sobre o segundo trimestre. ## Os números do trimestre O resultado veio acima das expectativas. A Euronews, com base na agência AFP, informou que analistas projetavam lucro de NT$ 739,5 bilhões. Foi o sexto trimestre seguido de lucro recorde. As margens também chamam atenção: margem bruta de 66,4%, operacional de 58,7% e líquida de 51,1%. Na prática, mais da metade de cada dólar faturado virou lucro. A divisão por tecnologia mostra onde está a demanda. Os chips de 3 nanômetros (medida ligada ao tamanho dos transistores; quanto menor, mais avançado o processo) responderam por 33% da receita com wafers, os discos de silício onde os chips são gravados. Em seguida vêm 5 nm (28%), 7 nm (10%) e 2 nm (8%). Somados, os processos de 7 nm ou menores representaram 79% do total. ## O que a empresa projeta Para o quarto trimestre, a TSMC espera receita entre US$ 52,3 bilhões e US$ 54,3 bilhões, com margem bruta de 65% a 67%. Na teleconferência com analistas, C.C. Wei disse que a empresa prevê crescimento de cerca de 44% na receita de 2026, em dólares. O diretor financeiro, Wendell Huang, manteve a previsão de investimentos (capex) entre US$ 60 bilhões e US$ 64 bilhões neste ano e indicou que o volume de 2026 a 2028 deve ser bem maior que o dos três anos anteriores. Sobre os aceleradores de IA, os chips especializados usados em data centers, Wei descreveu a demanda como "very extremely robust" (algo como "extremamente robusta") e disse não ver sinal de desaceleração. A empresa havia projetado, para essa categoria, crescimento médio anual na parte média a alta da casa dos 50% entre 2024 e 2029; Wei indicou que o número final tende a ficar acima disso. ## Fábricas fora de Taiwan A expansão internacional segue no plano. Segundo Wei, a segunda fábrica no Arizona, nos Estados Unidos, está com a construção concluída e em fase de instalação de equipamentos, com produção em volume prevista para o terceiro trimestre de 2027, um pouco antes do cronograma anterior. Huang estimou que as unidades no exterior reduzem a margem bruta em cerca de 2 pontos percentuais em 2026, efeito que deve subir para 3 a 4 pontos nos próximos anos. No Japão, a DigiTimes informou que a TSMC revisou o plano de Kumamoto: a segunda fábrica passa a usar processo de 3 nm, com subsídios de até 645,15 bilhões de ienes. ## Por que importa A TSMC fabrica chips para boa parte da indústria, incluindo os processadores de IA da Nvidia usados em data centers. Seus resultados funcionam como termômetro dos investimentos em inteligência artificial: enquanto a empresa disser que a procura supera a oferta, a corrida por infraestrutura de IA segue sem sinal de freio. O lado de risco é a concentração: uma fatia relevante da produção de chips avançados do planeta ainda depende de fábricas em Taiwan. ## Fontes - [TSMC Reports Third Quarter EPS of NT$29.43 — TSMC](https://pr.tsmc.com/english/news/3346) - [TSMC 3Q26 Earnings Conference Transcript — TSMC Investor Relations](https://investor.tsmc.com/english/encrypt/files/encrypt_file/reports/2026-10/eba4fac72873bf546b669bd2b5d973df5c93215d/TSMC%203Q26%20Transcript.pdf) - [Taiwan chip giant TSMC says net profit hit record in third quarter — Euronews](https://www.euronews.com/2026/10/15/taiwan-chip-giant-tsmc-says-net-profit-hit-record-in-third-quarter) - [Weekly news roundup: From October 12 to October 18, 2026 — DigiTimes](https://www.digitimes.com/news/a20261019VL200/2026-capacity-fab-production-intel.html) --- # Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 e passa a seguir o limite da sua conta > Desde 1º de outubro, o pagamento por NFC segue os mesmos limites do Pix comum, e cada banco deve permitir que o cliente ajuste o valor no app. - Editoria: Radar - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T11:30:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/radar/pix-por-aproximacao-sem-teto-de-500 Pagar com o celular encostado na maquininha ficou menos limitado. Desde 1º de outubro, o Pix por aproximação não tem mais o teto fixo de R$ 500 por transação. A partir de agora, o valor máximo é o limite que vale para a sua conta no Pix, e você pode pedir ao banco, pelo próprio app, para subir ou baixar esse limite. A mudança foi definida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. Os bancos tiveram até outubro para se adaptar. ## O que mudou na prática O Pix por aproximação existe desde fevereiro de 2025. Ele usa o NFC (sigla em inglês para comunicação por campo de proximidade), o chip que permite trocar dados com a maquininha a poucos centímetros de distância. Até setembro, cada pagamento por esse meio estava travado em R$ 500, mesmo que o cliente tivesse um limite maior para Pix por chave ou QR Code. Com a nova regra, o pagamento por aproximação passa a ser tratado como as outras formas de Pix. Segundo a Agência Brasil, não existe um novo teto único: o que vale é o limite configurado na conta e as regras de segurança de cada instituição. Uma compra de R$ 600 ou de R$ 1 mil passa, desde que o limite da conta permita. A mudança também alcança a Jornada Sem Redirecionamento (JSR), recurso do Open Finance que liga a conta bancária a carteiras digitais, como a Carteira do Google e a Samsung Wallet. Nesse modelo, o pagamento sai pela carteira do celular sem que você precise abrir o app do banco. A JSR também tinha o limite de R$ 500 por operação. _Vídeo: BC retira limite diário de R$ 500 para Pix por aproximação; veja novas regras (CNN Brasil)_ ## O que o banco precisa oferecer Pelas regras descritas pela Agência Brasil, as instituições devem: - ter, no aplicativo, uma ferramenta para o cliente pedir aumento ou redução de limite; - fazer esse ajuste com as etapas de autenticação que o próprio banco exigir; - manter mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas, mesmo sem o teto antigo. Segundo o Banco Central, os objetivos foram padronizar as diferentes formas de usar o Pix e dar ao usuário mais autonomia para definir os próprios limites de segurança, informou o Finsiders. ## Ainda é um uso pequeno O recurso ainda é pequeno. Em agosto de 2026, o Pix movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em cerca de 8,11 bilhões de transações. Desse total, aproximadamente 2 milhões de operações foram feitas por aproximação, segundo a Agência Brasil. Em janeiro, tinham sido cerca de 1,06 milhão. O volume dobrou, mas a fatia segue bem abaixo de 1% do total. Uma das razões é que, quando a regra foi publicada em junho, a modalidade não funcionava no iPhone. O Tecnoblog explicou na época que a Apple não havia aderido às condições técnicas do Banco Central. O Cade, órgão de defesa da concorrência, investiga a empresa desde abril de 2025 por causa do acesso ao chip NFC. Em junho, a Crusoé noticiou um acordo entre a Apple e o Cade com novas condições de acesso ao NFC, que seriam aplicadas aos poucos, mas o texto não trouxe detalhes nem cronograma. A PushTech não encontrou fonte oficial que confirme se o Pix por aproximação já está disponível no iPhone. ## Outras mudanças no Pix O fim do teto faz parte de um pacote maior de ajustes. A Resolução BCB nº 587, publicada em 18 de setembro, permite marcar no DICT (o diretório que liga chaves Pix a contas) os CPFs e CNPJs sob fundada suspeita de fraude. A mesma resolução libera o Pix Automático em contas-salário a partir de 1º de julho de 2027 e cria regras para a cobrança híbrida, que junta boleto e QR Code Pix no mesmo documento, a partir de 1º de fevereiro de 2027. No próximo dia 26 de outubro, segundo o Banco Central, entra em vigor o rastreamento em camadas do MED 2.0, o Mecanismo Especial de Devolução usado em casos de golpe. A partir daí, as notificações de infração enviadas entre bancos vão indicar em que etapa do caminho do dinheiro está a conta suspeita. O BC diz que isso não muda nada para o usuário e lembra que a devolução não é garantida. Em setembro, o sistema passou de 1 bilhão de chaves cadastradas (1,008 bilhão), segundo o BC. _Vídeo: BC te Explica #140 - Como funciona o Pix por aproximação (Banco Central do Brasil)_ ## Por que importa Um teto fixo igual para todos também funcionava como uma trava contra prejuízos maiores. Agora essa trava depende da configuração de cada cliente e das proteções de cada banco. Para quem usa o Pix por aproximação no Android, vale abrir o app do banco, conferir qual limite está ativo e decidir se o valor faz sentido para o seu dia a dia. A própria regra garante que você pode baixar o limite pelo aplicativo. ## Fontes - [Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta — Agência Brasil](https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/pix-por-aproximacao-deixa-de-ter-teto-de-r-500-partir-desta-quinta) - [Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta — Bora Investir (B3)](https://borainvestir.b3.com.br/noticias/pix-por-aproximacao-deixa-de-ter-teto-de-r-500-a-partir-desta-quinta/) - [Banco Central acaba com teto de R$ 500 do Pix por aproximação — Finsiders Brasil](https://finsidersbrasil.com.br/?p=369483) - [BC remove limite de R$ 500 para Pix por aproximação — SBT News](https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/bc-remove-limite-de-r-500-para-pix-por-aproximacao) - [Pix por aproximação não terá mais limite de R$ 500 por transação — Tecnoblog](https://tecnoblog.net/noticias/pix-por-aproximacao-nao-tera-mais-limite-de-r-500-por-transacao/) - [Apple bate martelo e toma decisão sobre Pix por aproximação em seus aparelhos — Crusoé](https://crusoe.com.br/variedades/apple-bate-martelo-e-toma-decisao-sobre-pix-por-aproximacao-em-seus-aparelhos/) - [Pix amplia funcionalidades e reforça segurança com nova rodada de aperfeiçoamentos regulatórios — Agência Gov](https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202610/pix-amplia-funcionalidades-e-reforca-seguranca-com-nova-rodada-de-aperfeicoamentos-regulatorios) - [Resolução BCB nº 587, de 18 de setembro de 2026 — Banco Central do Brasil (via Poder360)](https://static.poder360.com.br/uploads/2026/09/Exibe-Normativo-BC-aprimorando-PIX-18-set-2026.pdf) - [BC deve lançar versão 2.0 do MED em outubro — O Povo / Agência Estado](https://www.opovo.com.br/noticias/economia/2026/08/10/bc-deve-lancar-versao-2-0-do-mecanismo-especial-de-devolucao-de-valores-do-pix-em-outubro.html) - [Pix supera 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil — Jornal do Brasil / Agência Brasil](https://www.jb.com.br/economia/2026/10/1061177-pix-ultrapassa-1-bilhao-de-chaves-cadastradas-diz-banco-central.html) --- # A 70 dias da lei antidesmatamento europeia, agro brasileiro entra na reta final da rastreabilidade > EUDR passa a valer em 30 de dezembro para médias e grandes empresas. Brasil segue como risco padrão e a prova de origem vira problema de dados. - Editoria: Radar - Autor: Redação PushTech - Publicado em: 2026-10-21T11:00:00+00:00 - URL canônica: https://pushtech.tech/radar/eudr-reta-final-rastreabilidade-agro Faltam cerca de 70 dias para que o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) comece a valer para médias e grandes empresas, em 30 de dezembro de 2026. Na última semana, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) publicou um informe técnico, divulgado pela CNA em 20 de outubro, que resume as mudanças acumuladas desde 2023 e deixa claro o recado: depois de dois adiamentos, o prazo de agora deve ser lido como "uma janela estratégica de preparação", não como acomodação. Para o agro brasileiro, a regra afeta diretamente soja, café, carne bovina, cacau, madeira e borracha. Na prática, o tema deixou de ser só diplomático e virou um problema de dados: geolocalização das áreas, prova de legalidade e documentação auditável. ## O calendário que vale agora Segundo o informe da Faesp e a cobertura do Compre Rural de 19 de outubro, o cronograma ficou assim: - **30 de dezembro de 2026:** início da aplicação para médias e grandes empresas, e também para micro e pequenas que já estavam sujeitas ao antigo regulamento europeu da madeira (EUTR). - **30 de junho de 2027:** prazo para as demais micro e pequenas empresas. - **30 de dezembro de 2027:** início das exigências para os produtos incluídos no escopo em 2026, como café solúvel, língua bovina congelada e determinados derivados de óleo de palma. O marco de corte não mudou: os produtos não podem vir de áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020 e precisam ter sido produzidos conforme a legislação do país de origem. O adiamento mais recente veio pelo Regulamento (UE) 2025/2650, de acordo com análise da EY. Ele também simplificou o fluxo: a declaração de diligência devida passa a ser exigida apenas de quem coloca o produto pela primeira vez no mercado europeu ou o exporta, e micro e pequenos operadores primários ganham uma declaração simplificada única. ## O que entrou e o que saiu da lista Em 13 de julho, a Comissão Europeia adotou um ato delegado revisando o Anexo I do regulamento. Saíram couros, peles e couro bovinos, sementes de soja para semeadura e pneus recauchutados, entre outros itens. Entraram café solúvel, línguas bovinas congeladas e alguns derivados de óleo de palma. A página oficial da Comissão sobre a implementação identifica a atualização como Regulamento Delegado (UE) 2026/2102. No mesmo pacote, Bruxelas adotou as regras técnicas do Sistema de Informação, onde as empresas registram as declarações, incluindo especificações atualizadas para integrações automatizadas via API. ![Frutos de café em uma planta](/__l5e/assets-v1/b11ad790-63ca-40a7-b0f0-ae7ebf11f28f/30658818-1600.webp) *O café solúvel entrou no escopo da regra, com exigências a partir de dezembro de 2027 · Foto: 1500m Coffee / Pexels* ## Brasil continua como "risco padrão" O Brasil segue classificado pela Comissão Europeia como país de risco padrão, e não de baixo risco. Segundo a Faesp, isso significa que o regime simplificado reservado a países de baixo risco não se aplica à produção nacional. Como lembra o Compre Rural, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode compor a documentação, mas não substitui evidências verificáveis. Os documentos da diligência devem ser guardados por cinco anos. O peso econômico é concreto no café. Estudo do Instituto de Economia da UFRJ, noticiado pela Agência Brasil em junho, aponta que o Brasil respondeu por 21,8% das compras de café da UE em 2024, e que micro e pequenos produtores tendem a ser os mais afetados por limitações técnicas e fundiárias. _Vídeo: Regulamento Antidesmatamento (EUDR) e organização de documentos (Direito Agrário - Canal Rural)_ ## A resposta brasileira passa por plataformas A principal ferramenta oficial é a plataforma Agro Brasil + Sustentável (AB+S), do Ministério da Agricultura e Pecuária, citada pela Faesp ao lado do protocolo Embrapa Trace. Segundo reportagem da Mongabay, a AB+S foi aberta aos produtores no fim de dezembro de 2025 e se apoia em um mapa de desmatamento feito pelo Inpe a pedido do ministério, com polígonos a partir de 0,5 hectare e cobertura de todo o território nacional, tendo dezembro de 2020 como referência. Para agtechs de rastreabilidade, monitoramento por satélite e gestão de dados socioambientais, a reta final abre uma janela comercial: tradings e frigoríficos precisam integrar essas bases às exigências do sistema europeu. ## Um terceiro adiamento? Em Bruxelas, o tema não está completamente fechado. Reportagem do FoodNavigator de 5 de outubro mostra que Estados-membros ainda pressionam por mais simplificação, enquanto a Comissão reitera o cronograma. O advogado Bill Cordingley, da Browne Jacobson, avaliou ao veículo que a aplicação em dezembro é mais provável que um novo adiamento, sem descartar uma mudança rápida no cenário político. ## Por que importa - **Prazo real:** salvo uma reviravolta política, exportadores de soja, café e carne para a UE precisam estar prontos em 30 de dezembro. - **Dado vira ativo:** geolocalização, prova de legalidade e trilha documental passam a ser condição de acesso ao mercado europeu, e não diferencial. - **Risco para os pequenos:** a classificação de risco padrão e as limitações técnicas tendem a pesar mais sobre micro e pequenos produtores, que têm até junho de 2027. - **Mercado para agtechs:** soluções de rastreabilidade, sensoriamento remoto e conformidade ganham demanda imediata das tradings e da indústria. ## Fontes - [Departamento Econômico da Faesp detalha alterações recentes e novos prazos do regulamento europeu antidesmatamento (EUDR) — CNA Brasil](https://cnabrasil.org.br/noticias/departamento-economico-da-faesp-detalha-alteracoes-recentes-e-novos-prazos-do-regulamento-europeu-antidesmatamento-eudr) - [Europa prepara nova exigência para carne, café e soja a partir de 30 de dezembro — Compre Rural](https://www.comprerural.com/trends/europa-prepara-nova-exigencia-para-carne-cafe-e-soja-a-partir-de-30-de-dezembro-e-produtores-brasileiros-que-abastecem-esse-mercado-terao-que-redobrar-a-atencao/) - [The EUDR is on the horizon — FoodNavigator](https://www.foodnavigator.com/Article/2026/10/05/eudr-will-it-be-simplified-further/) - [EUDR – Commission adopted Delegated Act on the product scope and Implementing Act on the Information System today — Comissão Europeia](https://ec.europa.eu/newsroom/env/items/948164) - [Deforestation Regulation implementation — Comissão Europeia](https://green-forum.ec.europa.eu/nature-and-biodiversity/deforestation-regulation-implementation_en) - [EU Deforestation Regulation application postponed to 30 December 2026 — EY Tax News](https://taxnews.ey.com/news/2026-0237-eu-deforestation-regulation-application-postponed-to-30-december-2026) - [Exigências regulatórias da UE podem embarreirar pequenos cafeicultores — Agência Brasil](https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-06/exigencias-regulatorias-da-ue-podem-embarreirar-pequenos-cafeicultores) - [Brazil gov't builds map to help exporters comply with EU anti-deforestation rule — Mongabay](https://news.mongabay.com/2026/02/brazil-govt-builds-map-to-help-exporters-comply-with-eu-anti-deforestation-rule/) ---