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Radar do Futuro

Semana de 19 de outubro de 2026 a 25 de outubro de 2026. Um resumo do que instituições de referência publicaram sobre o futuro, com link para o original. A Redação leu cada fonte em 25 de outubro de 2026; os resumos são nossos, curtos e em português, e a leitura para o Brasil só aparece quando há ligação concreta.

Aviso. Este conteúdo explora tendências e cenários de longo prazo. Não constitui previsão determinística, recomendação de investimento ou garantia de que uma tecnologia será adotada.

No Brasil

  1. Estudo · InCor / Faculdade de Medicina da USP (estudo na Nature Communications), noticiado pela Agência FAPESP (Brasil) · 23 de outubro de 2026

    Exame de sangue poderá antecipar o risco de hipertensão pulmonar

    Os pesquisadores analisaram cerca de 5 mil proteínas no sangue e, com dados do UK Biobank (cerca de 500 mil pessoas), associaram 10 delas ao risco futuro de hipertensão pulmonar. A matéria diz que é pesquisa inicial: o exame ainda não existe na prática clínica e precisa de validação.

    Por que importa: Mostra um caminho para identificar risco antes dos sintomas, mas ainda sem teste pronto nem tratamento novo.

    E o Brasil? O trabalho é do InCor e da FM-USP, com financiamento da FAPESP.

    Longo prazo (7 a 15 anos) · confiança médio · ver original

  2. Comunicado · USP (IAU São Carlos e ICMC), via Jornal da USP (Brasil) · 22 de outubro de 2026

    Inteligência artificial criada na USP permite conversar com mapas para investigar calor e desigualdades urbanas

    A USP lançou a Mari, assistente de IA da plataforma UrbVerde, que permite operar um mapa por voz ou texto e fazer perguntas em linguagem comum sobre calor e desigualdades urbanas. A equipe diz que vai acompanhar o uso e coletar opiniões para melhorar; a reportagem não traz dados de uso nem avaliação.

    Por que importa: É um exemplo de IA aplicada a dados públicos de cidade, ainda sem avaliação independente divulgada.

    E o Brasil? A ferramenta é brasileira e está aberta em urbverde.iau.usp.br/mapa; o desenvolvimento teve apoio, via bolsa, da OpenAI, o que vale declarar.

    Curto prazo (1 a 3 anos) · confiança médio · ver original

  3. Estudo · INPE (estudo na Nature), noticiado pela Agência FAPESP (Brasil) · 21 de outubro de 2026

    Fogo e desmatamento transformam Amazônia em fonte de carbono para a atmosfera

    Pesquisadores do INPE analisaram 15 anos de medições atmosféricas (2010 a 2024) e concluíram que a Amazônia emitiu, em média, cerca de 1,17 bilhão de toneladas de CO2 a mais do que absorveu por ano. As queimadas respondem por cerca de 1,47 bilhão de toneladas anuais e a absorção da floresta por cerca de 300 milhões.

    Por que importa: Mede o balanço de carbono da floresta com medições do ar, e não só pela área desmatada.

    E o Brasil? O trabalho é liderado por cientistas brasileiros do INPE, com financiamento da FAPESP e de outras instituições.

    Curto prazo (1 a 3 anos) · confiança médio · ver original

  4. Dados · Jornal da USP, com projeções da Fundação Seade (Brasil) · 21 de outubro de 2026

    São Paulo: envelhecimento diminui crescimento populacional do Estado até 2050

    As projeções da Seade indicam que a população paulista chega ao pico de 46,3 milhões em 2037 e cai para 45,5 milhões em 2050. A fecundidade foi de 1,5 filho por mulher em 2023 e a expectativa de vida deve subir de 77,2 anos (2023) para 82,8 em 2050.

    Por que importa: Menos gente jovem e mais gente idosa muda a demanda por escola, saúde, previdência e moradia.

    E o Brasil? Os números valem para o estado de São Paulo, não para o país inteiro.

    Longo prazo (7 a 15 anos) · confiança médio · ver original

  5. Relatório · EPE (Empresa de Pesquisa Energética) (Brasil) · 19 de outubro de 2026

    EPE publica a edição de outubro de 2026 das Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo

    A EPE projeta 3,0 bilhões de litros adicionais de combustíveis líquidos e GLP em 2026 e mais 4,2 bilhões em 2027. A demanda de diesel deve chegar a 72,4 bilhões de litros em 2026, e a de querosene de aviação em 2027 deve passar do recorde de 2014.

    Por que importa: Mostra que, no curto prazo, a demanda brasileira por combustíveis ainda cresce junto com a economia.

    E o Brasil? É uma projeção oficial de curto prazo (2026 e 2027) para o mercado brasileiro de combustíveis.

    Curto prazo (1 a 3 anos) · confiança alto · ver original

No mundo

  1. Comunicado · ESA (Agência Espacial Europeia) (França (sede em Paris)) · 22 de outubro de 2026

    Key outcomes of the 350th ESA Council meeting

    O Conselho da ESA discutiu a proposta do diretor-geral "Europe's Future in Space Exploration", com um caminho pela órbita baixa, pela Lua e rumo a Marte. A reunião também avançou a preparação da reunião ministerial intermediária de 15 de dezembro, em Roma, e aprovou dois novos diretores para janeiro de 2027.

    Por que importa: Decisões de orçamento e prioridades da ESA dependem dos governos membros; esta reunião é uma etapa, não a decisão final.

    Médio prazo (3 a 7 anos) · confiança alto · ver original

  2. Relatório · UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), com modelagem da PBL (Internacional) · 21 de outubro de 2026

    UNEP Emissions Gap report 2026

    A edição 2026, subtitulada "The Point of Return", estima que as políticas atuais levem a cerca de 2,8 °C de aquecimento neste século e que o cumprimento integral das metas nacionais (NDCs) leve a 2,6 °C. Para um cenário de ultrapassagem mínima de 1,5 °C, as emissões teriam de cair 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040, em relação a 2025.

    Por que importa: Mostra a distância entre o que os países prometeram e o que as trajetórias de 1,5 °C exigem, com os números do próprio relatório.

    Longo prazo (7 a 15 anos) · confiança médio · ver original

  3. Relatório · OMS, OMM, UNICEF e UNFPA (Internacional) · 21 de outubro de 2026

    Priority indicators to monitor the impact of heat exposure on maternal, newborn and child health

    O documento propõe um conjunto de indicadores para que países acompanhem como o calor extremo afeta gestantes, recém-nascidos e crianças. Os indicadores cobrem monitoramento de saúde, vigilância, clima e exposição ao calor, com orientação para cruzar esses dados.

    Por que importa: Sem indicadores comparáveis, é difícil saber se o calor está aumentando casos e orientar a resposta dos serviços de saúde.

    Médio prazo (3 a 7 anos) · confiança alto · ver original

  4. Estudo · MIT, Woods Hole Oceanographic Institution e Universidade de Michigan (estudo na Science) (Estados Unidos) · 15 de outubro de 2026

    Satellite data reveal how Antarctica's ice cliffs behave over time

    Usando o satélite ICESat-2 da NASA, a equipe mediu mais de 15 mil penhascos de gelo na Antártida a cada três meses, de 2019 a 2023. Os que recuaram o fizeram rápido, mas por pouco tempo, e não houve sinal do colapso em cadeia que alguns modelos previam.

    Por que importa: Ajuda a calibrar as projeções de aumento do nível do mar, que dependem de como o gelo marinho se comporta.

    Longo prazo (7 a 15 anos) · confiança médio · ver original

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